VIDA,
AÇÕES E REAÇÕES DOS PAPAS
Joaquim
de Siqueira Nunes
Os Papados Mais Longos:
São Pedro: Considerado
por muitos o mais longo, com aproximadamente 34 anos (33-67 d.C.), mas com
registros incertos.
Pio IX: 31 anos, 7 meses
e 23 dias (1846-1878).
João Paulo II: 26 anos, 5
meses e 17 dias (1978-2005).
Leão XIII: 25 anos, 5
meses (1878-1903).
Pio VI: 24 anos, 6 meses
e 14 dias (1775-1799).
Adriano I: 23 anos, 10
meses e 24 dias (772-795).
Menor tempo:
João Paulo I: Detém o
recorde de papado mais curto, durando apenas 33 dias em 1978.
O Colégio Cardinalício da
Igreja Católica é dividido em três ordens — cardeais-bispos,
cardeais-presbíteros e cardeais-diáconos — que representam uma distinção
honorífica e de função, não um grau superior no sacramento da ordem. Eles
auxiliam o Papa, sendo os cardeais-bispos líderes da Cúria/dioceses próximas a
Roma, presbíteros geralmente arcebispos residenciais, e diáconos frequentemente
funcionários da Cúria.
As Três Ordens
Cardinalícias:
Cardeal-Bispo: É a ordem
mais alta, composta pelos cardeais com jurisdição sobre as dioceses
suburbicárias ao redor de Roma e patriarcas orientais. Seis cardeais pertencem
à ordem dos cardeais-bispos, e possuem sob sua vigência uma das seis igrejas
suburbicárias de Roma (Albano, Frascati, Palestrina, Porto-Santa Rufina,
Sabina-Poggio Mirteto e Velletri-Segni); é este grupo de cardeais que elege o
decano do Colégio Cardinalício, cujo nome tem de ser aprovado pelo Papa, após o
que acumula a sétima e mais antiga igreja suburbicária, a de Óstia, reservada
ao decanato.
O Papa Francisco ampliou
este grupo, incluindo cardeais da Cúria Romana, como o Secretário de Estado.
Cardeal-Presbítero: É a
classe mais comum, composta majoritariamente por arcebispos de grandes dioceses
ao redor do mundo. Recebem o título de uma paróquia em Roma (igreja titular),
simbolizando sua ligação com o Papa.
Cardeal-Diácono: Geralmente
cardeais que trabalham em tempo integral na Cúria Romana. Recebem o título de
uma "diaconia" em Roma, muitas vezes igrejas antigas. Após dez anos,
um cardeal-diácono pode optar por ser elevado a cardeal-presbítero.
Pontos Chave:
Hierarquia: Embora
existam ordens, todos os cardeais são bispos (ou ordenados como tal ao se
tornarem cardeais) e têm o mesmo poder de voto em um conclave.
Proclamação: O
cardeal-diácono mais antigo (Cardeal Protodiácono) é responsável por anunciar o
nome do novo Papa após a eleição.
Símbolo: O título
cardinalício está ligado a "gonzo" ou "eixo" (cardinis),
indicando que giram em torno do Papa.
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Legenda: Vermelho = negativo
001-São Pedro,
mártir (Ano 33 a 67 = 34 anos). Simão, Galiléia. Fixou sede primeiro em
Antioquia, transferiu para Roma onde ficou preso por um tempo. Voltou a
Jerusalém onde presidiu o 1º Concílio da Igreja. Retornou a Roma por volta de 65
junto com Paulo. Dois anos depois foi preso e crucificado pelo imperador Nero
(de cabeça para baixo, não como Jesus).
002-São Lino,
mártir (67 a 76). Convertido por Pedro. Consagrou 15 primeiros bispos.
003-Santo Anacleto
(Cleto), mártir (76 a 88). Convertido por Pedro. Construiu oratório destinado à
sepultura dos santos mártires no território do Vaticano, onde se encontra os
restos mortais de Pedro, sobre os quais depois foi construída a Basílica de São
Pedro.
004-São Clemente I,
mártir (88 a 97). Reconstituiu o uso da confirmação, sacramento da Crisma,
segundo o rito de São Pedro. Iniciou o uso, nas cerimônias religiosas, o Amém.
005-Santo Evaristo,
mártir (97 a 105). Devido a expansão dos cristãos, dividiu as cidades em
paróquias.
006-Santo Alexandre I,
mártir (105 a 115). Atribui-se a ele a instituição da água benta e a ordem de
que as hóstias fossem feitas exclusivamente de pão ázimo.
007-São Sisto I
(115 a 125). Prescreveu que o sanguíneo fosse de linho. Estabeleceu que se cantasse
o Triságio (Santo, Santo, Santo).
008-São Telésforo,
mártir (125 a 136). Compôs o hino Gloria in Excelsis Deo, instituiu o jejum 7
semanas antes da Páscoa. Introduziu novas orações durante a Missa.
009-Santo Higino,
mártir (136 a 140). Determinou atribuições para o clero e definiu graus da
hierarquia eclesiástica. Estabeleceu no batismo dos recém-nascidos um padrinho
e uma madrinha.
010-São Pio I,
mártir (140 a 155). Atribui-se a ele a festa da Páscoa no domingo após o plenilúnio
(lua cheia) de março. Muito importantes suas orientações para a conversão dos
judeus.
011-Santo Aniceto
(155 a 166). Confirmou definitivamente a celebração da Páscoa no domingo,
segundo a tradição de São Pedro.
012-São Sotero
(166 a 175). Confirmou que o matrimônio é realmente um sacramento, todavia sem
valor algum a não ser com a benção de um sacerdote. Foi designado o papa da
caridade.
013-Santo
Eleutério, mártir (175 a 189). Suprimiu alguns costumes hebraicos sobre a pureza
e impureza das carnes.
014-São Vitor I,
mártir (189 a 199). Foi notável contra os bispos da Ásia e África para que a
festa da Páscoa fosse celebrada conforme o rito romano e não com o hebraico.
015-São Zeferino,
mártir (199 a 217). Estabeleceu que os jovens, após 14 anos de idade, fizessem
1ª Comunhão na Páscoa. Introduziu o uso da patena e cálice de cristal.
016-São Calisto I,
mártir (217 a 222). Mandou construir as catacumbas da Via Apiana, onde foram enterrados
46 papas e em torno de 200 mil mártires. Lutou contra a heresia do Sabelianismo
e o cisma de Hipólito. Espancado até a morte num motim popular, foi lançado num
poço, onde se ergueu uma igreja chamada Santa Maria, em Trastevere.
017-Santo Urbano I,
mártir (222 a 230). Conseguiu a conversão de Santa Cecília em 230, padroeira
dos músicos.
018-São Ponciano,
mártir (230 a 235). Ordenou o canto dos Salmos e uso da saudação Dominus
vobiscum. Exilado nas minas da Sardenha, onde morreu pelas atrocidades sofridas.
019-Santo Antero,
mártir (21/11/235 a 3/1/236). Ordenou que as relíquias dos mártires fossem
recolhidas e conservadas numa igreja num local chamado Serinium (Escrínio). Foi
martirizado por ordem de Máximo, imperador, um bárbaro da Trácia.
020-São Fabiano,
mártir (10/1/236 a 20/1/250). Organizou o quadro religioso de Roma, dividindo a
cidade em sete regiões e designando um diácono para cada uma.
021-São Cornélio,
mártir (março 251 a junho 253). Houve certa dissensão entre os cristãos, por sua
posição a favor da absolvição dos apóstatas contra a fé. Pela reação de
Novaciano, estabeleceu-se o primeiro cisma e elegeu-se antipapa por uma simples
minoria. Num sínodo (assembleia para decidir algo), os bispos aprovaram a
determinação do papa e o antipapa foi excomungado.
022-São Lúcio I
(25/6/253 a 5/3/254).
No início do seu governo,
exilou-se, mas voltou ao trono em Roma após a morte do imperador Galo.
023-Santo Estevão I,
mártir (12/5/254 a 2/8/257). Organizou refeições para os necessitados. Foi
levado ao Sinédrio pelos judeus que se indignaram com suas boas obras e até de
seus milagres.
024-São Sisto II,
mártir (30/8/257 a 6/8/258). Solucionou uma controvérsia do batismo dos
hereges. Foi um dos primeiros entre as vítimas da perseguição de Valeriano.
Efetuou a trasladação dos restos de Pedro e Paulo.
025-São Dionísio,
mártir (22/7/259 a 26/12/268). Reorganizou as comunidades romanas e obteve de Galieno,
filho de Valeriano, a liberdade para os cristãos.
026-São Félix I,
mártir (5/1/269 a 30/12/274). Consolidou as 2 naturezas de Jesus: divindade e
humanidade. Deu início ao costume de enterrar os mártires sob o altar das
igrejas. Houve o cisma de Antíoco e perseguição de Aureliano.
027-Santo Eutiquiano
(4/1/275 a 17/12/283). Mártires cobertos por uma espécie de dalmática, túnica
usada pelos imperadores romanos.
028-São Caio,
mártir (17/12/283 a 22/4/296). Estabeleceu que ninguém fosse ordenado bispo,
sem antes passar pelos graus de leitor, acólito, subdiácono, diácono e
sacerdote.
029-São Marcelino
(30/6/296 a 25/10/304). Defrontou-se com a perseguição dos cristãos sob as
ordens de Diocleciano, época de máxima violência, incêndio de templos e textos
sagrados. Algumas vítimas: Santas Lúcia, Inês, Bibiana, São Sebastião e Santo
Luciano.
030-São Marcelo I
(27/5/308 a 16/1/309). Houve a sede vacante de Roma de 304 a 308. Estabeleceu
que concílio algum fosse realizado sem sua autorização, ou seja com ordem somente
do bispo de Roma.
031-Santo Eusébio,
mártir (18/4/309 a 310). Continuaram as polêmicas sobre os apóstatas (renegam a
crença) que levaram a Igreja a bordo do cisma.
032-São Melquíades
(2/7/311 a 314). Apreciou, sob o governo de Constantino, o triunfo do
Cristianismo. Tornou-se religião oficial do Estado. O imperador teve uma visão
de uma cruz que apareceu nos ares “in hoc signo vinces” (com este sinal
vencerás) e continuou marchando contra Maxêncio que também estava interessado
na coroa do império. Constantino venceu. Houve liberdade religiosa, devolução
dos bens da Igreja, início do pão bento e construção da basílica de São João.
033-São Silvestre I
(31/1/314 a 31/12/335). Aconteceu o Concílio de Nicéia: divindade de Jesus
Cristo, formulou o Credo de Nicéia. Para lembrar a Ressurreição, instituiu o
domingo.
034-São Marcos
(18/1/336 a 7/10/336). Instituiu o pálio, uma faixa de lã branca, guarnecida
com diversas cruzes pretas. Fixou o primeiro calendário das festas religiosas.
035-São Júlio I
(6/2/337 a 12/4/352). Fixou para a Igreja do Oriente a celebração do Natal no
dia 25 de dezembro e não 6 de janeiro. Considerado do fundador do arquivo da
Santa Sé, por ter ordenado a conservação dos documentos da Igreja.
036-Libério
(17/5/352 a 24/9/366). Lançou os alicerces da Basílica de Santa Maria Maior.
Por não concordar com certas exigências do arianismo (do presbítero Ário que é
uma doutrina cristológica antitrinitária que nega a divindade plena e a
eternidade de Jesus Cristo), contrárias ao Concílio de Nicéia, foi exilado para
a Trácia pelo imperador Constantino II que fez eleger um antipapa, Félix II.
Houve uma negociação e ele retornou a Roma como papa.
037-São Dâmaso I
(1/10/366 a 11/12/384). São Jerônimo lhe atribuiu a iniciativa de fazer a
versão hebraica para o latim das Sagradas Escrituras chamada de Vulgata.
038-São Sirício
(15/12/384 a 26/11/399). Primeiro após São Pedro que adotou o título de “papa”.
Aprovou a necessidade do celibato para os sacerdotes e diáconos.
039-Santo Anastácio I
(27/11/399 a 19/12/401). Pacificou os cismas entre Roma e a
Igreja de Antioquia. Determinou que os sacerdotes ficassem de pé durante a
leitura do Evangelho.
040-Santo Inocêncio I
(22/12/401 a 12/03/417). É um dos maiores papas da antiguidade
cristã e defensor do primado de Pedro. Combateu a heresia, estabeleceu a
observância dos ritos romanos no Ocidente. São Jerônimo afirmou na época:
“Guardai a fé de Inocêncio que se assenta na cátedra apostólica...Não sigais
outra doutrina por mais sábia e sedutora que vos pareça”.
041-São Zósimo (18/3/417
a 26/12/418). Temperamento forte reivindicou o poder da
Igreja contra as ingerências alheias. Enviou vigários para a Galiléia.
042-São Bonifácio I
(28/12/418 a 14/9/422). Demorou ser consagrado papa pois teve
dupla eleição, antipapa Eulálio. O imperador confirmou o poder de Bonifácio,
com o apoio dos presbíteros e Eulálio foi expulso de Roma. A intervenção de
Carlos de Ravena marcou o início da introdução do poder civil na eleição do
papa.
043-São Celestino I
(10/9/422 a 27/7/432). Proclamou o 3º concílio ecumênico de
Éfeso, em que foram condenados os sectários de Nestório, por não concordarem
com o título da Virgem Maria de “Genitora de Deus”. Afirmavam que era apenas a
“Genitora de Jesus”.
044-São Sisto III
(31/7/432 a 19/8/440). Ampliou os mosaicos da basílica de
Santa Maria Maior e São Lourenço. Foi autor de várias epístolas.
045-São Leão I, o Grande
(29/11/440 a 10/9/461). Dirigiu os destinos da Igreja com
muita confiança em Deus e como salvador da civilização ocidental. Confrontou
Átila,”o flagelo de Deus” e exigiu a retirada das portas de Roma. As mais
lindas orações do missal são de sua autoria.
046-Santo Hilário
(19/11/461 a 29/2/468). Continuou a ação do antecessor e a
luta contra o arianismo. Estabeleceu que para ser sacerdote, o indivíduo tinha
que ter uma profunda cultura. Fundou um vicariato na Espanha.
047-São Simplício
(3/3/468 a 10/3/483). Combateu o monofisismo que reconhecia
em Cristo somente uma natureza: a divina. Desse cisma havia sido fundadas 3
igrejas independentes: Armênia, a Jacobita (da Síria), e a copta (do Egito e da
Etiópia). Regulamentou a distribuição de esmolas aos peregrinos e a novas
igrejas.
048-São Félix III
(13/3/483 a 1/3/492). Sentiu profundamente a luta contínua
pelos patriarcados.
049-São Gelásio I
(1/3/492 a 21/11/496). Instituiu o Código Eclesiástico para
padronizar as funções e ritos de várias igrejas. Defendeu a supremacia da
Igreja ante a de rei. Introduziu o Kyrie eleison (Senhor tende misericórdia de
nós) no início das Missas. Considerado “pai dos pobres”.
050-Anastácio II
(24/11/496 a 19/11/498). Foi fraco na luta contra os
monofisistas, e por isso foi acusado de heresia. Dante Alighieri o colocou no
“inferno” numa das três partes de seu poema A Divina Comédia (composto em
1308).
051-São Símaco (22/11/498
a 19/7/514). Sofreu pela dupla eleição: uma minoria elegeu o antipapa Lourenço
que depois se afastou de Roma por ordem de Teodorico. Resgatou os escravos,
dando liberdade. Atribui-se a ele a primeira construção do Palácio Vaticano.
052-Santo Hormisdas (20/7/514
a 6/8/523). Sofreu com as influências dos hereges monofisistas apoiados por
Bizâncio. Estabeleceu que os Bispos fossem elevados ao poder por outorga e não
através de privilégios. São Bento fundou a Ordem dos Beneditinos.
053-São João I (13/8/523
a 18/5/526). Para reconciliação entre as Igrejas do Oriente e Ocidente,
Teodoro, rei dos godos, forçou João I deixar Roma e ir para Constantinopla. Foi
o primeiro papa a ficar em Constantinopla.
054-São Félix IV (12/7/526
a 22/9/530). Foi nomeado arbitrariamente por Teodorico. Ordenou a construção da
igreja de São Cosme e Damião.
055-Bonifácio II (22/9/530
a 17/10/532). Foi indicado por Félix IV, ainda reinante. De origem gótica,
considerado bárbaro e estrangeiro, seus adversários elegeram um antipapa
Dióscoro, que faleceu no mês seguinte.
056-João II (2/4/533
a 8/5/535). Chamava-se desde o nascimento de Mercúrio e foi o primeiro papa a
mudar de nome, pois o seu era de uma divindade pagã. Por um édito (ou edito) do
rei Atalarico, o pontífice foi reconhecido chefe dos bispos do mundo inteiro.
057-Santo Agapito I (13/5/535
a 22/4/536). Viajou em missão a Constantinopla. Morreu envenenado.
058-São Silvério, mártir (1/6/536
a 2/12/537). Os exércitos bizantinos de Justiniano entraram em Roma. Foi
exilado. Foi obrigado a renunciar um mês antes de ser assassinado.
059-Virgílio
(29/3/537
a 7/6/555). Considerado propenso à ambição. Mesmo estando em Constantinopla
recusou participar do concílio, constituído pelo imperador, foi excomungado.
Por muitas humilhações, resolveu reconhecer o concílio, como 5º concílio
ecumênico, merecendo assim, a anulação da excomunhão e o retorno a Roma. Morreu
durante a viagem.
060-Pelágio I (16/4/556
a 4/3/561). Sua elevação ao pontificado sofreu influência de Justiniano, sendo
a Itália na época, uma província do Império Bizantino. Mandou construir a
igreja dos Santos Apóstolos em Roma.
061-João III (Catelinus)
17/7/561 a 13/7/574. Aguardou a aprovação do imperador, que considerava Roma um
simples patriarcado ocidental incorporado à Igreja Oriental.
062-Bento I (2/6/575
a 30/7/579). Eleito um ano após a sede ter ficado vacante. Tentou em vão
restabelecer a ordem na Itália e França, conturbadas pelas invasões bárbaras.
063-Pelágio II (26/11/579
a 7/2/590). Prescreveu a reza diária do ofício divino pelos sacerdotes. Morreu
vítima de epidemia após violenta enchente do rio Tibre.
064-São Gregório I, o
Grande (3/9/590 a 12/3/604). Eleito papa por aclamação.
Recebeu o título, o Grande, por sua atuação e realizações inesquecíveis. Enviou
vários monges romanos liderados por Santo Agostinho, à Grã-Bretanha para a
conversão dos anglo-saxões. Empenhou-se em velar pela santidade do clero. A
liturgia deve-lhe várias das lindas orações do missal e o canto gregoriano,
evolução da música sacra.
065-Sabiano (13/11/604
a 22/2/606). Regulamentou o toque dos sinos para anunciar as horas dos ritos,
do recolhimento e da oração. Decretou que se conservasse em todas as igrejas
lâmpadas sempre acesas.
066-Bonifácio III (19/2/607
a 12/11/607). Proibiu que se ocupasse da eleição do novo papa antes que
passasse três dias -depois de nove dias, o novendiale- da morte do antecessor.
Estabeleceu que o único bispo universal fosse o da sede romana ou,
especialmente, o papa.
067-Bonifácio IV (25/8/608
a 8/5/615). Consagrou para o culto cristão o templo pagão, o Panteão,
dedicando-o a Virgem Maria e aos Santos. Instituiu a festa de Todos os Santos
no dia 1º de novembro.
068-São Deodato ou
Adeodato I (10/10/615 a 8/11/618). Notabilizou-se por
sua bondade, curando leprosos e doentes. Foi o 1º a usar o selo pontificial nos
decretos. É o mais antigo timbre pontifício, insígnia, que se conserva no
Vaticano.
069-Bonifácio V (23/12/619
a 25/10/625). Seu pontificado se caracterizou por contínuas lutas pela coroa da
Itália. Se esforçou pela catequização da Inglaterra. Neste período, Maomé
anunciou o culto de Alá no Islamismo.
070-Honório I (27/10/625
a 12/10/638). Continuou a obra de São Gregório por sua administração o uso
exemplar dos bens da Igreja. Enviou missionários para quase todo o mundo.
Instituiu a festa da Exaltação da Santa Cruz, a ser comemorada no dia 14 de
setembro.
071-Severino (28/5/640
a 2/8/640). Teve muitos desentendimentos com o imperador bizantino, Heráclio.
Afirma-se que veio a falecer de imenso pesar.
072-João IV (24/12/640
a 12/10/642). Fez transladar para o Palácio de Latrão os mártires Venâncio,
Anastácio e Mauro. Consagrou 28 sacerdotes e 18 bispos.
073-Teodoro I (24/11/642
a 14/5/649). Continuou a luta contra os monotelistas. Agregou ao nome de Pontífice
o título de “soberano” (Sumo Pontífice).
074-São Martinho I,
mártir (5/7/649 a 16/9/655). Convocou em Roma um concílio
condenando os monotelistas. Covardemente preso pelo imperador herético,
Constante, foi conduzido a Constantinopla. Acusado de revolta contra o
imperador, foi condenado a morte, sendo substituída pelo exílio em Quersoneso,
onde, após vários meses de sofrimento, faleceu.
075-Santo Eugênio I (10/8/654
a 2/6/657). Eleito enquanto vivia no exílio o antecessor. Exerceu autoridade clerical
até a morte do antecessor. Procurou, sem muito resultado, reconciliar Roma com
o Império Bizantino. Ordenou a todos os sacerdotes a prática da castidade.
076-Vitaliano (30/7/657
a 27/1/672). Enviou núncios para Galiléia, Espanha e Inglaterra. Normalizou o
uso do órgão nas cerimônias religiosas.
077-Adeodato II (11/4/672
a 17/6/676). Com a colaboração dos missionários, desenvolveu uma importante
obra de conversão dos “moronitas”, representando um povo forte de origem armênia-siríaca
estrangeira. Foi o primeiro a usar nas leituras a fórmula “Salute ed apostolica
benedizione” (Saudações e bênção apostólica).
078-Dono (2/11/676
a 11/4/678). Logrou êxito no combate ao cisma de Ravena. Incentivou os bispos a
cultivar as escolas principiantes de Tréveris na Gália e de Cambridge na
Inglaterra.
079-Santo Agatão (27/6/678
a 10/1/681). Travou relacionamentos com os bispos ingleses e indicou a Irlanda
como centro de cultura. Organizou o 6º concílio ecumênico que repeliu o
monotelismo e aplicou excomunhão ao patriarca de Constantinopla e a Honório I,
o 70º papa.
080-São Leão II (17/8/682
a 3/7/683). Instituiu o uso da aspersão da água benta nas cerimônias religiosas
e sobre o povo.
081-São Bento II (26/6/684
a 8/5/685). Conseguiu desligar da Igreja o poder do imperador que havia sido
imposta por Justiniano.
082-João V (23/7/685
a 2/8/686). Expediu ordem a todas as dioceses da Ilha de Sardenha e da Córsega,
reservando somente à Santa Sé o direito de nomear bispos.
083-Cônon (21/10/686
a 21/9/687). Pontificado agitadíssimo pela intensa anarquia que reinava na
Igreja. Sofreu atentados com frequência pelos seguidores do imperador
bizantino. Acredita-se que morreu envenenado.
084-Sérgio I (15/12/687
a 8/9/701). Foi eleito depois de dois antipapas (Teodoro e Pascoal).
Empenhou-se em transformar-se Roma numa cidade mais livre sem depender dos
bizantinos. Introduziu na liturgia o cântico Agnus Dei.
085-João VI (30/10/701
a 11/1/705). A cristandade passou por momentos difíceis, sendo rejeitada no
Oriente e na Espanha pelos turcos sarracenos (mouros, povos árabes,
posteriormente, seguidores do Islã). Conseguiu resgatar muitos escravos.
086-João VII (1/3/705
a 18/10/707). Não concordou com as propostas desonestas do imperador Justiniano
II, que iniciou as carnificinas, obrigando cada vez mais os povos latinos e
italianos a se separarem do Império Oriental.
087-Sisínio (15/1/708
a 4/2/708). Se ocupou da restauração das muralhas de Roma.
088-Constantino I (25/3/708
a 9/4/715). Foi forçado pelo imperador Justiniano II a ficar em Bizâncio.
Depois de 3 anos conseguiu voltar a Roma, quando tentou pôr ordem e paz entre
Igreja e Império. Incentivou os cristãos da Espanha a reagir contra os infiéis.
089-São Gregório II (19/5/715
a 11/2/731). Mandou missionários, liderados por São Bonifácio, à Germânia e
reedificou a cidade de Roma.
090-São Gregório III (18/3/731
a 28/11/741). Continuou a luta contra os iconoclastas. Invocou a ajuda armada
de Carlos Martel, rei dos francos, contra os longobardos. Recomendou que as
esmolas fossem denominadas de “óbolo de São Pedro”.
091-São Zacarias (3/12/741
a 22/3/752). Após várias tentativas conseguiu do rei dos longobardos
(lombardos) a devolução dos territórios, que ele havia usurpado da Igreja.
092-Estevão II (26/3/752
a 26/4/757). Para obter apoio contra os longobardos, sagrou o rei Pepino novamente
e seus dois filhos. Vencendo os longobardos, Pepino entregou o exarcado
(jurisdição) de Ravena ao Vaticano.
093-São Paulo I (29/5/757
a 28/6/767). Irmão do Estevão II. Comunicou sua eleição só ao rei dos francos,
não ao imperador romano-ocidental. Superou muitas dificuldades graças ao apoio
dos francos. Favoreceu aproximação da igreja grega. Visitou os cárceres e
resgatou os condenados por dívidas. Descobriu os restos de Santa Petronila que,
segundo uma lenda, era filha de São Pedro.
094-Estevão III (Precedido
por 2 antipapas, Constantino II e Filipe). Estevão fez com que Carlos Magno,
cristão, inteligente, apesar de autoritário, seguisse o caminho de seu pai,
Pepino, o Breve. Carlos expandiu os domínios cristãos.
095-Adriano I (9/2/772
a 25/12/795). Os documentos passaram a ser datados com os anos de cada
pontificado e não conforme os anos de governo do imperador de Bizâncio. O papa
foi se tornando soberano. Houve o 7º concílio em Nicéia. Restabeleceu a união
do Oriente com o Ocidente.
096-São Leão III (27/12/795
a 12/6/816). Carlos Magno, rei dos francos, voltou à Itália, e no Natal de 800,
assistiu à Missa e foi sagrado imperador do Ocidente por Leão III.
Estabelecendo o sistema político medieval, em que o poder civil e militar dos
imperadores e o poder religioso dos papas se apoiavam mutuamente. Leão III
fundou a Escola Palatina da qual teve origem a Universidade de Paris.
097-Estevão IV (22/6/816
a 24/1/817). Tratou de evitar lutas internas, se empenhou em reformar a Igreja.
098-São Pascoal I (25/1/817
a 11/2/824). Empenhou-se no descobrimento das catacumbas, transladando mais de
2300 corpos.
099-Eugênio II (11/5/824
a 27/8/827). É atribuída a ele, a instituição dos Seminários. Formou uma
comissão para atuação dos cânones e leis, da qual se originou a atual Cúria
Romana.
100-Valentim (1/9/827
a 16/9/827). Foi acolhido com muitas manifestações de júbilo pela sua bondade.
101-Gregório IV (20/9/827
a 11/1/844). Procurou intervir nas lutas pelos desentendimentos entre Luís I e seus
filhos. Organizou uma armada, liderada pelo Duque de Toscana contra os
sarracenos na África que haviam invadido a Itália.
102-Sérgio II (Jan
844 a 27/1/847). Iniciou seu governo sem prestar juramento de fidelidade ao
imperador. Reagiu contra o antipapa João eleito por indicação de uma minoria,
enviando para um convento. Os sarracenos assediaram Roma e saquearam as igrejas
de São Pedro, de São Paulo Extramuros. Foram derrotados em Gaeta, cidade
portuária da Itália. Recompôs os degraus do Pretório (Escada Santa, de mármore
e venerada em Roma, como sendo aquela da Fortaleza Antônia, dava acesso ao
tribunal de Pilatos pela qual subiu e desceu Jesus na ocasião da sua
condenação).
103-São Leão IV (10/4/847
a 17/7/855). Dispersou nas imediações de Óstia, a frota de sarracenos que iam
saquear Roma. Fortificou a cidade, edificando as muralhas que delimitam a
cidade e ao redor da colina vaticana.
104-Bento III (29/9/855
a 17/4/858). Eleito com legitimidade, sofreu represália do imperador e do
antipapa Anastácio III, que fora poucos dias depois, expulso pelos fiéis do
Pontífice. Luta contra os sarracenos. Foi estimado pelo povo por suas grandes
virtudes.
105-São Nicolau I (24/4/858
a 13/11/867). Lutou firmemente para solidificar o primado da Igreja. Fixou a
data da festa Assunção de Maria Santíssima ao céu para 15 de agosto.
106-Adriano II (14/12/867
a 14/12/872). Após desentendimentos com Bizâncio, convocou o 8º Concílio Ecumênico
de Constantinopla (IV). Tentou aplacar as discórdias entre os povos católicos.
107-João
VIII (13/12/872 a 16/12/882). Combateu os invasores da
Sicília, não tendo apoio dos imperadores, viu-se derrotado pelos árabes. Foi
envenenado.
108-Marino
I (16/12/882
a 15/5/884). Empenhou-se, sem muito resultado, na redução das dissensões
italianas. Foi covardemente envenenado.
109-Santo
Adriano III (17/5/884 a 17/9/885). Convidado pelo
imperador Carlos, o Gordo, a transferir-se para França, faleceu durante a
viagem.
110-Estevão
V (set
885 a 14/9/891). Quando soube de sua eleição, refugiou-se em casa. Foi
derrubada a porta e conduzido ao trono de São Pedro. Destacou pelo apoio às
artes.
111-Formoso (6/10/891
a 4/4/896). Quando cardeal foi deposto por motivos políticos e excomungado por
João VIII por ter coroado Arnulfo, rei da Itália. Foi absolvido por Marino I.
Conseguiu a conversão dos búlgaros.
112-Bonifácio VI (11
a 26/4/896). Subiu ao trono apoiado pelos adversários do seu antecessor. Acredita-se
que fora envenenado. A sede pontifícia estava em poder dos grandes feudatários
da Itália.
113-Estevão
VI (22/5/896
a ago 897). Dominado por lutas internas, fez examinar o corpo de seu
antecessor, Formoso. Ordenou que lhe cortasse alguns dedos da mão direita e,
despojado de suas vestes, fosse lançado ao rio Tibre, após processo injusto.
Por isso, foi deposto por uma revolta popular e estrangulado numa prisão.
114-Romano (ago
a nov/ 897). Reabilitou a memória do papa Formoso. Possivelmente foi envenenado.
115-Teodoro II (dez
897 – 20 dias). Fez inumar (enterrar) com as honras o corpo do papa Formoso,
achado no rio Tibre. Morreu de repente, acredita-se envenenado.
116-João IX (jan
898 a jan 900). Procurou reabilitar a fama do papa Formoso, injustiçado por
questões políticas. Dispensou a intervenção imperial nas eleições dos
pontífices, sem muito êxito.
117-Bento IV (1/2/900
a jul 903). Soube manter a integridade da Santa Sé, devido a corrupção. Apesar dos
ódios e violências entre as famílias nobres de Roma, buscou o caminho da
justiça e da paz.
118-Leão V (jul
a set 903). Em clima de desordens, foi obrigado a se afastar e encarcerado,
pelo capelão da corte, Cristóvão, que tinha a mira no poder papal. Foi
envenenado por ordem do Cristóvão, corpo queimado e as cinzas lançadas no rio
Tibre. Cristóvão não conseguiu o poder, foi exilado num mosteiro por influência
de Sérgio III, de olho no trono papal.
119-Sérgio III (29/1/904
a 14/4/911). Invalidou todas as ordenações realizadas pelo papa Formoso.
Reconstruiu a basílica de Latrão, destruída por incêndio. Reivindicou e
defendeu os direitos da Igreja contra os feudatários. Nas medalhas deste
Pontífice foi esculpida pela primeira vez a tiara.
120-Anastácio III (abr
911 a jun913). Não conseguiu contornar as lutas internas. Pressões de
Berengário I, rei da Itália. Morreu envenenado.
121-Lando (jul
913 a fev 914). Morreu misteriosamente, depois de conseguir um pouco de paz nas
lutas internas.
122-João X (mar
914 a maio 928). Lutou contra os sarracenos, derrotando-os no sul da Itália.
Foi assassinado no cárcere, por rejeitar sua participação a conspirações
desonestas.
123-Leão VI
(maio
a dez 928 a ). Foi eleito por vontade da poderosa Marozia, filha do consul
romano Teofilato. Lutou contra os sarracenos e húngaros. Incentivou as artes,
também o comércio e a indústria.
124-Estevão VII (dez
928 a fev 931). Eleito sob intrigas dos condes de Túsculo, enquanto a marquesa Marosia
governava Roma.
Túsculo (em latim:
Tusculum) ou Túscia era uma antiga cidade localizada na região do Lácio que foi
absorvida por Roma em 381 a.C..
Favoreceu os mosteiros de
São Vicente e aos dois conventos de Gália. Acredita-se que morreu estrangulado
na prisão.
125-João XI
(Alexandre,
nome de família. Mar 931 a dez 935). Foi eleito por influência da mãe, Marozia.
Alberico, filho do 1º casamento de Marozia, revoltou-se contra a mãe, mandou-a para
a prisão. Também preso, o Pontífice morreu assassinado.
126-Leão VII (3/1/936
a 13/7/939). Monge beneditino, eleito por influência do rei Alberico, a quem
ficou submisso. Empreendeu reforma monástica dentro do espírito clunisiano,
mosteiro em Cluny na França. (Buscava combater a corrupção. Priorizavam a
oração, a missa, o canto litúrgico e a decoração de igrejas, sendo conhecidos
pelo esplendor artístico).
127-Estevão VIII (14/7/939
a out 942). Colaborou com o rei da França contra a insurreição de alguns
súditos. Apregoou os bons princípios do Evangelho aos poderosos do Oriente e
Ocidente.
128-Marino II (30/10/942
a maio 946). Deu exemplo de vida perfeita num período muito atormentado.
Reorganizou as associações e estabeleceu Roma como a “capital moral”. Modificou
regras de algumas ordens eclesiásticas.
129-Agapito II (10/10/946
a dez 955). Foi nomeado por Alberico, muita submissão. Esforçou para elevar as condições
morais do clero. Aroldo, rei da Dinamarca, converteu-se ao Cristianismo.
Agapito sobressaiu-se por sua piedade e dignidade.
130-João
XII (Otaviano
16/12/955 a 14/5/964). Eleito papa aos 18 anos por determinação de seu pai
Alberico II. Temerário e audaz, reivindicou os direitos temporais da Igreja.
Reconstituiu o sagrado Império Romano. Corou Otão I da Alemanha, por quem foi
deposto mais tarde, acusado de vários crimes. Surgiu os “bispos-condes”.
131-Leão
VIII (6/12/963 a 1/3/965). Foi eleito como antipapa depois
de muitas disputas com João XII. Assumiu depois da morte de João XII.
132-Bento V (22/5/964
a 4/7/966). Sua investidura foi reconhecida pelo imperador devido fortes
pressões dos francos e romanos. Morreu em Hamburgo com fama de santidade.
133-João XIII (João
de Narni 1/10/965 a 6/9/972). Eleição quase unânime pelos romanos com apoio do
imperador Otão I. Severidade no governo da Igreja, ficou preso por 10 meses por
influências de corrente contrária. Difundiu o Cristianismo na Polônia.
Introduziu o uso de benzer.
134-Bento VI (19/1/973
a jul 974). Eleito com aprovação de Otão I, com a morte deste, foi encarcerado
no Castelo Santo Ângelo e deposto. Morreu estrangulado sob a ordem do antipapa
Bonifácio VII.
135-Bento VII (out
974 a 10/7/983). Eleito, depôs Bonifácio VII que estava foragido em
Constantinopla. Inteligente, procurou reprimir os abusos e ignorâncias
reinantes na Itália e no mundo cristão. Deu grande impulso à agricultura.
136-João XIV (Pietro
Canepanova, dez 983 a 20/8/984). Eleito depois de penosas intrigas. Grande
pulso e muitas qualidades. Com a morte de Otão II, o antipapa Bonifácio VII
retorna à Roma e assume. Com o apoio da nobreza rebelde, mandou encarcerar o
papa no Castelo Santo Ângelo onde morreu de fome. Bonifácio VII, na tentativa
de governar a Igreja novamente, foi deposto e depois foi assassinado.
137-João XV (ago
985 a mar 996). Possivelmente por seu favorecimento a parentes e dos egoísmos
da nobreza, viu-se obrigado a se refugiar em Toscana. Primeiro papa a iniciar
um processo de canonização de um santo: Santo Ulderico.
138-Gregório V (Bruno
de Carinthie, 3/5/996 a 18/2/999). Primo do imperador Otão II, que presidiu a
eleição. João XVI foi eleito antipapa apoiado por Bizâncio, por isso Gregório V
foi obrigado a sair de Roma. Presidiu concílio em Pávia. Antipapa foi forçado a
fugir, foi capturado e exilado num convento, onde veio a falecer. Gregório
instituiu a comemoração dos defuntos. 1º papa alemão.
139-Silvestre II (Gerberto
de Aurillac, 2/4/999 a 12/5/1003). Famoso pela sua inteligência. Procurou
exterminar os maus costumes. Dedicou-se à reforma interna na Igreja. Introduziu
o uso dos números árabes. Transpôs o famoso ano 1000, crucial para um “juízo
universal”: ‘Mil e não mais’ era o que se dizia na época. 1º papa francês.
140-João XVII (Siccone,
jun à dez 1003). Eleito num período de grandes desordens causadas pela morte de
Otão III da Alemanha.
141-João XVIII (João
Fasano de Roma, jan 1004 a jul 1009). Reatou, por pouco tempo, a união da
Igreja grega com a latina. Lutou com ardor para a difusão do Cristianismo entre
os bárbaros e pagãos.
142-Sérgio IV (Pedro,
31/7/1009 a 12/5/1012). Eleito com apoio da família nobre de Roma, Crescêncio.
Conservou boas relações com os imperadores do Oriente e Ocidente. Procurou, sem
sucesso, estabelecer uma ordem moral entre os bispos e abade. Salvou o Santo
Sepulcro de uma destruição armada.
143-Bento VIII (Theophylacte
de Tusculum, 18/5/1012 a 9/4/1024). Enfrentou obstáculos devido uma eleição
ilegítima de antipapa proposta pelos ‘Crescêncio’. No Sínodo em Pávia,
estabeleceu lei contra a simonia (compra ou venda de cargos eclesiásticos,
sacramentos, bênçãos, indulgências...), o duelo e condenou o concubinato dos
clérigos.
144-João XIX (Romanus
de Tusculum, maio 1024 a 6/11/1032). Irmão do papa Bento VIII. No dia que se
elegeu, recebeu todas as ordens eclesiásticas, contrariando os princípios
eclesiásticos. Não concordou com a corte de Bizâncio. Protegeu o músico Guido
D’ Arezzo, professor da escola da catedral de Arezzo, inventor das sete notas
musicais cujos nomes foram extraídos das primeiras sílabas dos versos de um
famoso hino em homenagem a São João Batista, feito no século IX por Paulo
Diácono, monge de Cassino:
Ut queant laxis. Ut para Dó:
A nota "Ut" era difícil de cantar por terminar em consoante.
Resonare fibris –
Mira gestorum
Fámuli tuórum-
Solve polluti –
Lábii reátum –
Sancte Ioannes. Amen. -
Em português: "Purificai, ó bem-aventurado João, os nossos lábios polutos
para podermos cantar dignamente as maravilhas que o Senhor em ti realizou.
Amém".
145-Bento
IX (Teofilato
de Túsculo, jan 1033 a jan 1044). Foi eleito muito jovem, 12 anos, por
influência tusculana. Odiado pelo povo romano devido a vida desregrada. Foi deposto
e obrigado a sair de Roma. Elegeu-se um antipapa, Silvestre III e logo foi
expulso por Bento IX que voltou ao trono, sendo também deposto. Elegeu-se
Clemente II, vindo logo a falecer. Bento IX voltou pela 3ª vez, foi forçado a
renunciar.
146-Silvestre
III (20/1
a 10/2/1045). Apesar de controvérsias, a Igreja o reconhece como papa.
147-Bento
IX (10/2
a 1/5/1045). Eleito pela 2ª vez. Foi novamente afastado.
148-Gregório
VI (João
Graciano Pierleone, 5/5/1045 a 20/12/1046). Comprou o título papal de Bento IX
por um valor elevado. Instituiu um exército pontifício, o qual liderou
pessoalmente. Foi deposto num sínodo.
149-Clemente II (Suidgero
de Morsleben, 25/12/1046 a 9/10/1047). Combateu a simonia e interessou pelas
reformas clunianas.
150-Bento IX (8/11/1047
a 17/7/1048). Eleito 3ª vez, 8 meses depois renunciou definitivamente,
aconselhado por São Bartolomeu. Arrependido da vida turbulenta, fez-se monge de
São Bernardo, em Gottaferrata, Itália, onde morreu em 1055.
151-Dâmaso II (Poppo,
17/7 a 9/8/1048). Substituiu Bento IX, por vontade do imperador Henrique III da
Alemanha. Após 23 dias , retirou-se a Palestina, onde veio a falecer.
152-São Leão IX (Bruno,
12/3/1049 a 19/4/1054). Aceitou mediante eleição livre pelo clero e povo
romano. Levado a Roma, fez questão de entrar a pé e descalço em sinal de
humildade. Convicto da necessidade de reforma eclesiástica, obrigou a demissão
dos clérigos e prelados simoníacos e dotou o papado da arma jurídica,
princípios básicos do Direito Canônico, assegurando a Supremacia Papal. No fim
do governo, invasões normandas. Foi preso e levado a um cárcere de Benevento.
Excomungou o patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, adversário da
Igreja do Ocidente e criador do cisma da igreja grega e da latina.
153-Vítor II (Geraldo
de Hirschberg, 13/4/1055 a 28/7/1057). Eleito após um ano de sede vacante. Seguiu
o exemplo do antecessor, ofereceu à Igreja um período de prosperidade.
154-Estevão IX (3/8/1057
a 29/3/1058). Preocupou-se em elevar a conduta moral do clero e a liberdade da
Igreja sem dependência do império alemão. Cercou-se de influentes conselheiros.
Proibiu o casamento entre consanguíneos.
155-Nicolau II (Geraldo
de Borgonha, 24/1/1059 a 27/7/1061). Foi eleito pelos cardeais e Siena.
Convocou o sínodo em Latrão, para dar ênfase à reforma eclesiástica. Expediu duras
normas contra a simonia e incentivou o celibato. Decretou que os
cardeais-bispos, em se tratando da eleição papal tivessem, exclusivamente, o
direito de apresentar o candidato e sua indicação, transmitindo-a aos
cardeais-presbíteros e aos cardeais-diáconos. Proibição de investidura a
bispos, a não ser com a autorização do papa.
156-Alexandre II (Anselmo
de Baggio, 1/10/1061 a 21/10/1073). Não sendo sua eleição reconhecida pela
corte alemã, Henrique IV, apresentou Honório II com antipapa, criando tumultos.
Não conseguiu, e Alexandre II foi
confirmado. Suas realizações foram mais religiosas que políticas. Interferiu na
reforma do clero da França.
157-São Gregório VII (Ildebrando,
22/4/1075 a 25/5/1085). Monge beneditino, eleito por vontade do povo romano.
Consolidou a reforma eclesiástica, condenando a simonia, comércio de
benefícios, concubinato, autonomia da Igreja. Henrique IV opôs um antipapa,
Clemente III. O heroico Pontífice foi obrigado a se exilar em Salermo, onde
morreu como intrépido defensor da liberdade da Igreja.
158-Vítor III (Desidério
de Monte Cassino, 24/5/1086 a 16/9/1087). Depois de 4 dias foi obrigado a se
refugiar na abadia de Monte Cassino por pressão dos normandos. Proclamado pela
2ª vez, foi conduzido a Roma somente em maio 1087, apesar das perturbações do
antipapa Clemente III, excomungado num sínodo em Benevento.
159-Urbano II (Odo,
12/3/1088 a 29/7/1099). Pelas agitações políticas e presença indesejável do
antipapa Clemente III, foi obrigado a residir, provisoriamente, na ilha do
Tibre. Num sínodo em Clermont, proibiu-se aos bispos e clérigos fazer juramento
de fidelidade ao rei e a outros leigos. Declarou guerra aos infiéis e proclamou
a ‘primeira cruzada’, com intuito de se livrarem os lugares santos do domínio
turco, cujo grito de guerra foi: ‘Deus o quer’.
160-Pascoal II (Rainério,
14/8/1099 a 21/1/1118). Teve que suportar a presença e influência dos antipapas
Clemente III, depois Teodorico, Alberto, Silvestre IV. Também luta pela
supremacia do papa e do imperador, obrigando-o a partir para o exílio. No
último ano, retornou a Roma, construiu-se a igreja de Santa Maria do Povo, no
local em que os romanos ‘viam’ o fantasma de Nero.
161-Gelásio II (16/3/1118
a 28/1/1119). Para evitar pressões, foi eleito sem solenidade. Henrique V
contrapôs a sua eleição e apresentou o antipapa Gregório VIII. Refugiou e
Gaeta, depois retornou a Roma vestido de peregrino. Novamente atacado por um
grupo ‘nobre’ de Roma, quando celebrava uma missa. Transferiu-se para Cluny,
onde foi sepultado.
162-Calisto II (Guido
de Borgonha, 2/2/1119 a 13/12/1124). Firmou-se a concordata de Worms
reconhecendo o direito exclusivo do papa para nomeação de bispos. Proclamou o
9º concílio ecumênico, confirmou a concordata de Worms e normas contra a
simonia, casamento de clérigos e organizou a 2ª cruzada, estabelecendo direitos
e deveres dos cruzados.
163-Honório II (Lamberto
dei Fagnani, 21/12/1124 a 13/2/1130). Antes elegeu-se um antipapa, Celestino
II, deposto. Estabeleceu vários contatos com as cortes européias contra os
sarracenos. Surgiram as famosas seitas dos guelfos (supremacia do papado,
Florença, Bolonha e Milão) e dos gibelinos (aprovavam santo Império Romano,
Veneza, Gênova e Pisa). Séc XII ao XV.
164-Inocêncio II (Gregório
de Papareschi, 23/2/1130 a 24/9/1143). Eleito com apoio do chanceler alemão, ao
mesmo tempo elegeu-se o antipapa, Anacleto II. Num sínodo em Wurzburgo,
reconheceu-se com legítima a eleição de Inocêncio II. Depois foi obrigado a
deixar Roma e se refugiar em Pisa. Com a morte de Anacleto II, elegeu-se outro
antipapa, Vitor IV, todavia ficou submisso ao papa. Com o Concílio de Latrão
II, todos os sectários de Anacleto II, receberam anátema (sentença de maldição
que expulsa da Igreja, sem direito a nenhuma função). Reforçou-se a simonia e
casamento dos clérigos.
165-Celestino II (Guido
di Castello, 3/10/1143 a 8/3/1144). Com a colaboração de Bernardo de Claraval
procurou atenuar os desentendimentos internos. Apaziguou as lutas entre Escócia
e Inglaterra, porém não conseguiu paz na Itália. Suspendeu a excomunhão ao rei
francês Luís VII que comandou a II Cruzada e multiplicou as comunidades rurais.
166-Lúcio II (Gherardo
de Caccianemici, 12/3/1144 a 15/2/1145). Enfrentou as agitações causadas por
Arnoldo de Bréscia. Enquanto o papa apaziguava um movimento popular, foi
atingido por uma pedrada, vindo a falecer.
167-Eugênio III (Bernardo
Paganelli de Montemagno, 18/2/1145 a 8/7/1153). Conseguiu um período de paz,
apesar desentendimentos com Arnoldo. Ordenou a Construção do Palácio
Pontifício. Aprovou os Cavalheiros de São João de Jerusalém, chamados também de
Cavalheiros de Malta. Foi beatificado por Pio IX.
168-Anastácio IV (Conrado,
12/7/1153 a 3/12/1154). Dotado de uma bondade profunda, conseguiu a pacificação
nos domínios da Igreja.
169-Adriano IV (Nicolau
Breakspeare, 5/12/1154 a 1/9/1159). Empenhou-se no combate à desordem
influenciada por Arnoldo de Bréscia. Arnoldo, em poder do Imperador, foi
conduzido ao Papa, que o submeteu a um julgamento e levado a fogueira por
heresia.
170-Alexandre III (Rolando
Bandinelli de Siena, 20/9/1159 a 20/8/1181. Eleito com apoio da maioria dos
cardeais. Contudo o imperador Frederico I escolheu um antipapa, Vitor IV e
depois outros: Pascoal III, Calisto III, Inocêncio III. No 11º concílio (Latrão
III) em 1179 defendeu o primado de Alexandre III. Estabeleceu que deveria haver
2/3 dos votos e atribuição dos cardeais.
171-Lúcio III (Ubaldo
Allucingoli, 1/9/1181 a 25/9/1185). Sua investidura não foi efetuada devido
rebeliões por Arnoldo de Bréscia. Refugiou-se em Verona, onde permaneceu até a
morte.
172-Urbano III (Humberto
Crivelli, 1/12/1185 a 20/10/1187). Estabeleceu-se em Verona devido rebeliões em
Roma. Morreu de dor quando os sarracenos ocuparam Jerusalém.
173-Gregório VIII (Alberto
de Morra, 25/10 a 17/12/1187). Por certas considerações da parte de Frederico
I, conseguiu solucionar as discórdias entre Igreja e Império, com um
pontificado mais livre.
174-Clemente III (Paulo
Scolari, 20/12/1187 a 8/1/1198). Grande equilíbrio entre Igreja e Imperador após
60 anos de afastamento dos papas de Roma. Formou a 3ª Cruzada coma participação
dos ingleses e franceses, com o comando de Ricardo Coração de Leão.
175-Celestino III (Jacinto
Borboni-Orsini, 14/4/1191 a 8/1/1198). Aprovou a fundação dos Cavaleiros
Teutônicos para defender os peregrinos da Terra Santa. Grande defensor da
indissolubilidade do matrimônio.
176-Inocêncio III (Giovanni
Lotario, 22/2/1198 a 16/7/1216). Apogeu da supremacia da Santa Sé na Idade Média.
Reformou a organização da corte pontifícia. Aprovou a ordem dos Dominicanos e
dos Franciscanos. Promoveu a 4ª Cruzada. Presidiu o 4º concílio de Latrão:
combate aos vícios, abusos, restabeleceu os bons costumes, da paz e condenação
das heresias. Papa reformador e austero, sólida formação teológica e direito
canônico.
177-Honório III (Cencio
Savelli, 24/7/1216 a 1227). Organizou a 5ª Cruzada. Com João I, rei da Suécia,
o Cristianismo chegara em Estônia.
178-Gregório IX (Hugo,
21/3/1227 a 22/8/1241). Luta contra o imperador Frederico II, reconciliações e
excomunhões. Protetor dos Dominicanos e Franciscanos. Constituiu normas para
atividade feminina, ordem Clarissas. Canonizou vários servos de Deus: Francisco
de Assis, Antônio de Pádua, São Domingos, Isabel de Turíngia. Organizou a
“Santa Inquisição”. Preparou a 6ª Cruzada.
179-Celestino IV (Gofredo
Castiglioni, 28/10 a 10/11/1241. Os Cardeais não chegavam a um acordo, então foram
fechados, a chave, no Palatino. Deste episódio derivou a palavra conclave,
do latim cum clave.
180-Inocêncio IV (Sinibaldo
Fieschi, 28/6/1243 a 7/12/1254). Após dois anos de sede vacante, devido
contradições de duas facções entre os cardeais. Muitos conflitos e
perseguições. Instituiu a festa da Visitação de Nossa Senhora.
181-Alexandre IV (Reinaldo,
20/12/1254 a 25/5/1261). Canonizou Santa Clara. Em razão de conflitos entre as
famílias nobres de Roma, passou a maior parte do pontificado em Anagni e Viterbo.
182-Urbano IV (Jacques
Pantaléon de Tryes, 4/9/1261 a 2/10/1264). Exerceu em Viterbo e Orvieto, sem
nunca pisar em solo romano. Confirmou a festa de Corpus Christi setenta dias
após a Páscoa, pedindo São Tomás de Aquino de regulamentá-la liturgicamente.
183-Clemente IV (Guido
Fulcodi, 15/2/1265 a 29/11/1268). Tornou-se clérigo depois da morte da mulher.
Eleito em Perúgia, não pisou no solo romano. Agindo em favor dos franceses
contra as atitudes dos alemães, excomungou
Conradino da Suécia por não impedir a ocupação de Roma e Nápoles.
184-B. Gregório X (Teobaldo
Visconti, 27/11/1271 a 10/1/1276). Após quase 3 anos de sede vacante, não
acordo do Colégio Cardinalício, o povo destelhou o teto onde estavam os
cardeais, deixando-os a pão e água até decidirem. Proclamou o 14º concílio:
reforma da Igreja, união da Igreja latina com a grega e a libertação da Terra
Santa.
185-Santo Inocêncio V (Pedro
de Tarantasia, 22/2 a 22/6/1276). 1º papa da Ordem Dominicana. Diversas obras
filosofia, teologia e direito canônico. Morreu com fama de uma vida muito
regrada e piedosa.
186-Adriano
V (Ottobono
Fieschi, 11/7 a 18/8/1276). Influenciado pelo rei Carlos de Anjou, suspendeu as
normas do conclave, decretadas por Gregório X, sobre eleição papal.
187-São João XXI (Pedro
Juliani, 20/9/1276 a 20/5/1277). Não houve João XX, hipótese errada de alguns historiadores.
Único português eleito, até essa data. Era filósofo, tradutor de obras árabes
de medicina, autor manual de escolástica, Summulae logicales. Escolástica:
método de pensamento crítico e filosofia cristã medieval desenvolvido nas
universidades, focado em conciliar fé com a razão. Buscavam explicar
racionalmente os dogmas religiosos.
188-Nicolau III (Giovanni
Gaetano Orsini, 25/11/1277 a 22/8/1280). Conseguiu autonomia eclesiástica.
Primeiro papa a viver definitivamente no Vaticano.
189-Martinho IV (Simão
De Brion, 22/12/1281 a 28/3/1285). Tentou unir com o vínculo da caridade os
nobres e poderosos. Muita submissão aos reis franceses.
190-Honório IV (Giacomo
Savelli, 20/5/1285 a 3/4/1287). Ordem no Estado Pontifício. Impulsionou a
Universidade de Paris. Tentou aproximar igreja grega da latina. Projetou um
acordo com os islâmicos.
191-Nicolau IV (Girolamo
Masei, 22/2/1288 a 4/4/1292). Ordem Franciscana. Caracterizou-se pela paciência,
modéstia, ‘papa das missões’. Instituiu a Universidade de Montpelier.
192-São (Pedro) Celestino
V (Pietro
del Murrone, 5/7 a 10/2/1294). Após 2 anos de vacância, foi tirado da paz
eremita, de idade avançada e pelas ambições do sucessor, renunciou. Estabeleceu
que o papa eleito, tivesse a liberdade de renunciar.
193-Bonifácio
VIII (Bento Gaetani, 24/12/1294 a 11/10/1303). Ardoroso e
fervoroso da supremacia do poder espiritual. Proclamou a superioridade do papa sobre
os reis. Excomungou Felipe, o Belo, que apelou ao concílio e mandou prender o
papa. Foi tratado com brutalidade, socorrido pela população de Anagni, morreu
assim que chegou em Roma.
194-B. Bento XI (Nicolo
Boccasini, 27/10/1303 a 7/7/1304). Frade Dominicano, eleito por unanimidade.
Foi obrigado a se afastar, indo para Peúgia, em razão de motins da nobreza
romana dos Colonna. Normalizou a grave questão com o reino da França.
195-Clemente V (Bertrand
de Got, 5/6/1305 a 20/4/1314). Devido desentendimentos entre facções (franceses
e italianos) do Colégio Cardinalício, foi eleito após um ano. Fixou a
residência da Santa Sé em Avinhão, dando início a um exílio de 70 anos de seus
sucessores. Concílio de Viena aboliu a Ordem dos Templários. Fundou a
Universidade de Oxford. Houve muita ingerência da França.
196-João XXII (Jacques
Duèse ou d’Euze, 5/9/1316 a 4/12/1334). Elegeu-se em Lião, depois de 2 anos de sede
vacante. Jurista ilustre, regularizou e centralizou a administração. Instituiu
a festa da Santíssima Trindade. Fez construir o Palácio Papal de Avinhão.
Missões em Ceilão e Núbia, atual Sudão.
197-Bento XII (Jacques
Fournier, 8/1/1335 a 25/4/1342). Tencionava voltar para Roma, foi obrigado a
permanecer em Avinhão por coação de Felipe VI. Imprimiu maior severidade nas
Ordens Beneditina, Franciscana e Dominicana. Continuou construção do Palácio
Papal em Avinhão.
198-Clemente
VI (Pierre
Roger de Beaufort, 7/5/1342 a 6/12/1352). Monge Beneditino, caracterizou pela
cultura e bondade. Acredita-se que comprou a cidade de Avinhão. Nomeou 25
cardeais, quase todos franceses e 4 parentes.
199-Inocêncio VI (Etienne
Aubert, 18/12/1352 a 12/9/1362). Reforma da Cúria, reduzindo a pompa. Seu
nepotismo foi empecilho para a pretendida reforma. Mandou fortificar Avinhão
com muralhas.
200-B. Urbano V (Guillaume
de Grimoard, 28/9/1362 a 19/12/1370). Costumes austeros, optou por conduta moderada.
Por várias vezes e por força de pedidos, tentou retornar a Roma. Foi em1367
porém, devido desordens, teve que retornar a Avinhão em 1370. Fundou a
Universidade de Cracóvia.
201-Gregório XI (Pedro
Rogerii ou Pierre Roger de Beaufort, 30/12/1370 a 26/3/1378). Conseguiu com a
intervenção de Santa Catarina de Siena, retornar a Roma em 1377. Foi o último
papa francês.
202-Urbano
VI (Bartolomeo
Prignano, 18/4/1378 a 16/10/1389). Os cardeais franceses não concordaram e elegeram
um antipapa, Clemente VII (1378-1394) fixando em Avinhão. Houve transtornos e
lutas. Uma conspiração contra o papa, com participação de cardeais, custou a
vida de seis deles. Situação desagradável, pois o papa e o antipapa recebiam
apoio de muitos países. Nomeavam bispos e outras providências. O papa
excomungou o antipapa e seguidores e vice-versa.
203-Bonifácio IX (Pietro
Tomacelli, 2/11/1389 a 1/10/1404). Não conseguiu por fim a questão cismática. Após
a morte do antipapa Clemente VII (1394) foi eleito outro, Bento XIII
(1394-1417), com sede em Avinhão, porém em 1403 foi obrigado a fugir para
Provença.
204-Inocêncio VII (Cosimo
Gentile de Migliorati, 17/10/1404 a 6/11/1406). Grande cultura, tentou por fim
ao cisma do Ocidente, impedido pelos distúrbios em Roma. Obrigado a fugir por
um tempo para Viterbo.
205-Gregório XII (Angelo Correr, 19/12/1406 a 4/7/1415 - abdicou). Período triste do cisma. Três governos: Roma, Avinhão e Pisa. O imperador Sigismundo proclamou o 16º
concílio para eliminar o cisma, heresias, sem
êxito.
206-Martinho V (Odo-Colonna,
21/11/1417 a 20/2/1431). Eleito após 2 anos e meio de sede vacante. Convocou
concilio em Siena, mas não conseguiu reforma. Houve um antipapa, Clemente VIII
em 1423 e renunciou em 1429 e o cisma teve seu fim. Martinho V deixou a seus
sucessores uma situação digna de nota no Estado Pontifício.
207-Eugênio IV (Gabriel
Condulmer, 11/3/1431 a 23/2/1447). Agostiniano, residiu em Florença por um
período. Devido a mudança de local do concílio, os bispos que ficaram em
Basiléia elegeram um antipapa, Félix V que renunciou em 1449, foi o último
antipapa da história.
208-Nicolau V (Tommaso
Parentucelli, 6/3/1447 a 25/3/1455). Incentivou as letras, ciências e artes,
fundando a Biblioteca Vaticana. Iniciou a construção da atual Basílica de São
Pedro. Reorganizou politicamente a França e Inglaterra e ajudou a Espanha a
expulsar os sarracenos.
209-Calisto III (Alfonso
de Borgia, 8/4/1455 a 6/8/1458). Impediu em 1457 o avanço dos turcos. Ocorreu o
processo de reabilitação de Joana D’Arc. Ordenou o toque dos sinos às 12 horas
de todos os dias. Fez prosperar o Cristianismo na Suécia, Noruega e Dinamarca.
210-Pio II (Enea
Silvio de Piccolomini, 3/9/1458 a 15/8/1464). Tentou uma reforma da Igreja e da
Cúria, sem conseguir, houve favoritismo pela nomeação de cardeais dentre seus parentes.
Convocou uma Cruzada que havia de liderar, porém enfermo e veio a falecer.
211-Paulo
II (Pietro
Barbo, 30/8/1464 a 26/7/1471). Considerado inimigo das artes e ciência.
Convocou uma Cruzada para combater os turcos, sem realiza-la, pois eles
conquistaram a Albânia. Para atingir maior número de indivíduos com as
indulgências, reduziu para 25 anos o intervalo do ano santo, passando a chamar
ano jubilar.
212-Sisto
IV (Francesco
dela Rovere, 9/8/1471 a 12/8/1484). Graves desentendimentos com príncipes italianos
por ter nomeados cardeais parentes, alguns de conduta pouco digna. Mandou
construir a Capela Sistina, decorada por Miguel Ângelo. Fixou festa de São José
para 19 de março, apresentado aos fiéis pela Igreja como o Homem Justo, antes
em vários lugares em datas diversas.
213-Inocêncio
VIII (Giovanni Battista Cibo, 29/8/1484 a 25/7/1492).
Governo conturbado por lutas contra Fernando, rei de Nápoles e pela prática de
nepotismo. Puniu o mercado de escravos e auxiliou Cristóvão Colombo no descobrimento
da América. Nomeou Torquemada, grande inquisidor da Espanha.
214-Alexandre
VI (Rodrigo
de Borgia, 10/8/1492 a 18/8/1503). Para conseguir votos, ofereceu presentes
fabulosos aos cardeais. Soberano, participou de lutas políticas da Itália,
garantindo vantagens materiais e territoriais a seus filhos César e Lucrécia
Bórgia. Favoreceu o descobrimento da América e partilhou entre Espanha e
Portugal as novas terras descobertas.
215-Pio III (Francesco
Todeschini Piccolomini, 22/9 a 18/10/1503).
Cardeal de grande cultura, já idoso e doente, vindo a falecer após 26
dias.
216-Júlio
II (Giuliano
dela Rovere, 1/11/1503 a 20/2/1513). Detestado pelos cardeais, temido por
todos, caráter violento, querendo tornar a Santa Sé a maior potência italiana.
Convocou o 5º concílio de Latrão em 1512, mas não houve a tão esperada reforma
da Igreja. Faleceu durante o concílio.
217-Leão X (Giovani
de Medici, 11/3/1513 a 10/12/1521). A necessidade de angariar recursos o levou a
lançar a Igreja em campanha de arrecadação, que foi muito criticada, e a
aplicar indulgências aos fiéis, para que colaborassem com suas contribuições à
construção em andamento da Basílica de São Pedro. Isso motivou a revolta de
Martinho Lutero, ex-monge agostiniano, alemão. Foi assinada a bula de
excomunhão que aconteceu 6 meses após.
218-Adriano
VI (Adriano
de Utrecht, 31/8/1522 a 14/9/1523). Empenhou-se em lutar contra quem
atormentasse a Igreja, sobretudo os turcos. Foi o último papa não italiano, antes
de João Paulo II.
219-Clemente VII (Giulio
de Médici, 19/11/1523 a 25/9/1534). Combateu a Carlos V, que mandara saquear
Roma, foi obrigado a refugiar no castelo Santo Ângelo, foi preso durante um
mês, livrando-se em troca de muitas concessões e pagamento de alto resgate. Foi
obrigado a excomungar Henrique VIII da Inglaterra, a quem recusara licença para
divorciar, originando-se a separação da igreja inglesa. Não conseguiu reprimir
a luta entre católicos e a reforma luterana.
220-Paulo III (Alessandro
Farnese, 3/9/1534 a 10/11/1549). Deu forte avanço à Contra-Reforma,
restabelecendo a Inquisição, preparando e convocando o 19º concílio de Trento,
em 1545, transferido para Bolonha devido epidemia de tifo.
221-Júlio III (Giovanni
Maria Del Monte, 7/2/1550 a 23/3/1555). Retornou o concílio para Trento, sem se
chegar a conclusões desejadas sobre os Sacramentos, reforma da gestão dos
bispos e procedimento do clero, combatendo as teorias de Lutero.
222-Marcelo II (Marcello
Cervini, 10/4 a 1/5/1555). Último papa a manter o nome de batismo. Linha de
justiça e autoridade. Desejava reforma eclesiástica, mas faleceu com três
semanas.
223-Paulo IV (Gianpetro
Garaffa, 23/5/1555 a 18/8/1559). Opôs-se a heresia de Lutero. Lutou pela
prática da inquisição sem distinção de classe social.
224-Pio IV (Giovanni
Angelo de Medici, 26/7/1559 a 9/12/1565). Reabriu e concluiu o concílio de
Trento.
225-São Pio V (Michele
Ghislieri, 7/1/1566 a 1/5/1572). Dominicano, grande inquisidor, empenhou-se
pelo restabelecimento da disciplina eclesiástica, observação dos decretos de
Trento referentes a fundação de seminários. Publicou o catecismo, o Breviário e
o Missal romanos.
226-Gregório XIII (10/5/1572
a 10/4/1585). Empenhou-se na ampliação dos decretos de Trento. O Colégio Romano
é chamado Universidade Gregoriana em sua homenagem. Combateu os protestantes, colaborando
com os irlandeses contra Isabel da Inglaterra, ajudou Filipe contra os
holandeses, incentivou a Liga Católica na França e incrementou o Catolicismo na
Alemanha. Reformou o calendário para todo o mundo, reconciliando o ano civil
com o ano astronômico e determinou que o dia 4 de outubro passasse para 15 de
outubro de 1582. Ficou como Calendário Gregoriano.
227-Sisto V (Felici
Peretti, 24/4/1585 a 27/8/1590). Austero, aprovou numerosas ordens religiosas, tornou
a Vulgata, única versão latina autorizada da Bíblia. Completou os trabalhos da
cúpula de São Pedro e do obelisco da praça. Construiu perto da Basílica de
Latrão, em Roma, o atual palácio para abrigar a Escada Santa, que tem 28
degraus e acredita-se que era da Fortaleza Antônia que dava acesso ao tribunal
de Pilatos.
228-Urbano VII (Gianbattista
Castagna, 15/9/a 27/9/1590). No seu breve pontificado, demonstrou ser bondoso e
piedoso.
229-Gregório XIV (Nicolò
Sfondrati, 5/12/1590 a 16/10/1591). Deu continuidade à realização da reforma do
concílio de Trento.
230-Inocêncio IX (Giovanni
Antonio Facchinetti, 29/10 a 30/12/1591). Conseguiu evitar epidemia de peste e
combateu seitas internas. Distinguiu-se por sua dignidade e amor ao próximo. Já
idoso, teve morte repentina.
231-Clemente VIII (Ippolito
Aldobrandini, 30/1/1592 a 5/3/1605). Restabeleceu a paz entre França e Espanha.
Prosseguiu com a reforma eclesiástica. Construiu várias igrejas romanas. Prática
das 40 horas de adoração ao Santíssimo Sacramento, em memória as 40 horas que
Jesus ficou sepultado.
232-Leão XI (Alessandro
Ottaviano de Medici, ¼ a 27/4/1605). Com as grandes preocupações pela tomada de
posse da sede do bispado de São João de Latrão, sentiu-se abalado, o que o
levou à morte.
A basílica de São João de
Latrão é a catedral oficial de Roma e a "mãe e cabeça de todas as
igrejas" do mundo.
233- Paulo V (Camillo
Borghesi, 16/5/1605 a 28/1/1621). Empenhou-se em promover a Contra Reforma. Deu
apoio à Liga Católica, viu terminada a Basílica de São Pedro. Ponto fraco foi o
nepotismo.
234-Gregório XV (Alessandro
Ludovisi, 9/2/1621 a 8/7/1623). Ajudou os irlandeses e favoreceu a restauração
católica na França. Instituiu a Congregação de Propagação da Fé. Deu atenção
aos padres jesuítas. Canonizou Inácio de Loiola, Francisco Xavier, Tereza
d’Ávila e Filipe Néri.
235-Urbano VIII (Maffeo
Barberini, 6/8/1623 a 29/7/1644). Foi marcado pela condenação de Galileu
Galilei, por ter confirmado o ‘heliocentrismo’, (hélio = sol) o sol é o centro,
estático e os planetas giram em torno dele. Ao contrário que se acreditava no
‘geocentrismo’, a terra é o centro e estática.
Combateu o
protestantismo. Construiu o Palácio de Castel Gandolfo, residência do Estado do
Vaticano, às margens do Albano.
236-Inocêncio
X (Gianbattista
Pamphili, 4/10/1644 a 7/1/1655). Eleito sob o protesto dos cardeais franceses. Censurou
o Tratado de Paz de Vestfalia, pondo fim a Guerra dos Trinta Anos, no qual
muitas cidades ficaram sob o domínio dos protestantes. Condenou o jansenismo.
237-Alexandre VII (Fabio
Chigi, 7/4/1655 a 22/5/1667). Esforçou-se para impedir a expansão do
protestantismo pela Itália e Inglaterra. Influenciou a conversão da rainha Cristina da Suécia ao
Catolicismo.
Várias obras de
remodelação da cidade de Roma, templos e museus.
238-Clemente IX (Giulio
Rospigliosi, 20/6/1667 a 9/12/1669). Mediador nas guerras entre a França,
Espanha, Inglaterra e Holanda. Continuou com o incentivo ao arquiteto Bernini
nas obras, especial da colunata de São Pedro, que se completou com 140 santos.
Caracterizou-se pela humildade e proteção aos pobres.
239-Clemente X (Emílio
Altieri, 29/4/1670 a 22/7/1676). Neste pontificado iniciou-se o conflito com
Luís XIV sobre o privilégio, direito que o rei tinha de receber as rendas dos
bispados e abadias e vagas.
240-B. Inocêncio XI (Benedetto
Odescalchi, 21/9/1676 a 12/8/1689). Virtuoso, defensor dos pobres, combateu o
nepotismo e a simonia.
241-Alexandre VIII (Pietro
Vito Ottoboni, 6/10/1689 a 1/2/1691). Foi eleito com a intervenção de Luís XIV
da França. Ajudou a Polônia e aos venezianos para lutar contra os turcos.
Ampliou a biblioteca do Vaticano.
242-Inocêncio XII (Antonio
Pignatelli, 21/7/1691 a 27/9/1700). Condenou o jansenismo (movimento teológico
e moral rigorista dentro da Igreja Católica nos séculos XVII e XVIII, focado na
França e Países Baixos, baseado nas ideias de Cornélio Jansen (Jansenius).
Defendia a predestinação, a graça irresistível e uma visão pessimista da
natureza humana). Procurou eliminar o nepotismo. Apoiou as missões na Ásia,
América do Sul e Central.
243-Clemente XI (Giovanni
Francesco Albani, 23/11/1700 a 19/3/1721). Soube de sua eleição depois de 7
dias. Culto e admirador das artes.
244-Inocêncio
XIII (Micheangelo Conti, 8/5/1721 a 7/3/1724). Concedeu ao imperador
Carlos VI a investidura do reino de Nápoles e favoreceu James Stuart, que
pretendia o trono inglês. Hostilizou a Companhia de Jesus. Enviou 100 mil
escudos aos Cavaleiros de Malta para o combate contra o Islã.
245-Bento XIII (Pietro
Francesco Orsini, 29/5/1721 a 21/2/1730). Dominicano, canonizou vários servos
de Deus, como Luís Gonzaga, João Nepomuceno, João da Cruz e Estanislau Kostka
(padroeiro da Polônia).
246-Clemente XII (Lorenzo
Corsini, 12/7/1730 a 6/2/1740). Neste período, as dívidas do Vaticano
aumentaram em razão de má administração. Condenou a franco-maçonaria. Proibiu o
jogo da loto.
247-Bento XIV (Próspero
Lambertini, 17/8/1740 a 3/5/1758). Empenhou-se em promover os estudos clericais
e cultivo das ciências. Opôs-se a autonomia dos jesuítas de Portugal.
248-Clemente XIII (Carlo
Rezzonico, 6/7/1758 a 2/2/1769). Apoiou os jesuítas. Aprovou a festa e o ofício
do Sagrado Coração de Jesus. Este pontificado se privou de certa política das
funções eclesiásticas e se caracterizou pela influência do Iluminismo (defender
o uso da razão sobre o da fé para entender e solucionar os problemas da
sociedade).
249-Clemente XIV (Lorenzo
Ganganelli, 19/5/1769 a 22/9/1774). Franciscano. Procurou por muito tempo
evitar a supressão da Companhia de Jesus, da qual foram detidos os dirigentes.
Todavia, devido a pressão forte dos países, foi obrigado a suprimi-la.
250-Pio VI (Giovanni
Angelo Conte Braschi, 15/2/1775 a 29/8/1799). Administrador excelente, porem um
pouco mundano. Defrontou-se com a Revolução Francesa. As tropas francesas
invadiram o Estado Pontifício e, pelo tratado de paz, o papa foi obrigado a
pagar uma vultosa quantia e desfazer de várias obras de arte. Napoleão
proclamou-se a República em Roma. O papa foi deposto e levado de uma maneira
desumana para a França, onde já doente e abalado, viera a falecer.
251-Pio VII (Luigi
Barnaba Chiaramonti, 14/3/1800 a 20/8/1823). Apesar das tribulações demonstrou
ser um homem persistente. Incentivou a reconstrução de Roma.
252-Leão XII (Annibale
dela Genga, 28/9/1823 a 10/2/1829). Procurou restabelecer a ordem na Alemanha.
Reconstruiu a Basílica de São Paulo Extramuros, destruída por incêndio.
Incentivou as Missões.
253-Pio VIII (Francesco
Saverio Castiglioni, 31/3/1829 a 30/11/1830).
254-Gregório XVI (Bartolomeo
Cappellari, 2/2/1831 a 1/6/1846). Patrono das ciências Reanimou a ação das missões
estrangeiras.
255-Pio IX (Giovanni
Conte Mastai-Ferretti, 16/6/1846 a 7/2/1878). Convocou o 20º Concílio- Vaticano
I (1869-1870). Proclamou o dogma da Imaculada Conceição.
256-Leão XIII (Gioacchino
Vincenzo de Pecci, 20/2/1878 a 20/7/1903). Energia marcante, habilidade de
administrar e sabedoria, índole amável. Encíclica Rerum novarum, questão
social. Faleceu aos 93 anos com fama de um dos mais influentes papas do século.
257-São Pio X (Giuseppe
Sarto, 4/8/1903 a 20/8/1914). Revisão direito canônico e reforma litúrgica.
Estabeleceu a elevação da hóstia e cálice. É considerado o papa da Eucaristia.
258-Bento XV (Giacomo
Marchese dela Chiesa, 3/9/1914 a 22/1/1922). Promulgou novo Código Direito
Canônico.
259-Pio XI (Achille
Ratti, 6/2/1922 a 10/2/1939). Tentou estabelecer a paz entre as nações.
Proclamou festa Cristo Rei. Criou a Rádio Vaticano.
260-Pio XII (Eugenio
Pacelli, 2/3/1939 a 9/10/1958). Conseguiu a liberdade religiosa na Alemanha. Poliglota
e deixou vários documentos. Dogma da Assunção de Maria, mãe de Deus.
261-João XXIII (Angelo
Giuseppe Roncalli, 28/10/1958 a 3/6/1963). Mudou a imagem da Igreja. Reuniu o
21º Concílio Vaticano II (1962-1965). Utilização das outras línguas na liturgia
além do latim, celebrante de frente para a assembléia, incentivou os católicos
a participarem dos problemas do mundo. Encíclicas Mater et magister e Pacem in
Terris atualizaram a doutrina social da Igreja.
262-Paulo VI (Giovanni
Battista Montini, 21/6/1963 a 6/8/1978). Solidificou o concílio, impulsionou a
Igreja ao ecumenismo. Várias encíclicas. Revogou a excomunhão imposta à Igreja
Ortodoxa no ano de 1054.
263-João Paulo I (Albino
Luciani, 26/8/1978 a 28/9/1978). Dispensou as cerimônias de coroação, profunda
humildade. Conquistou a simpatia, considerado o “papa do sorriso”. Com 33 dias
morreu de infarto.
264-João Paulo II (Karol
Josef Wojtyla, 16/10/1978 a 2/4/2005). Nascido na Polônia, foi o primeiro papa
não italiano em 455 anos e um dos mais longevos da história.
Carisma e Comunicação:
Marcado pela forte presença midiática, facilidade com idiomas e proximidade com
as multidões.
Conservadorismo
Doutrinário: Postura firme na defesa da moral tradicional católica (contra
aborto, eutanásia, anticoncepcionais e ordenação de mulheres).
Filósofo e Teólogo:
Promoveu a reflexão sobre a dignidade humana, a relação entre fé e razão (Fides
et Ratio) e a Teologia do Corpo.
Principais Ações e
Decisões
Papel Geopolítico: Apoio
decisivo ao movimento Solidariedade na Polônia, sendo figura-chave para a queda
do comunismo no Leste Europeu.
O "Papa
Peregrino": Realizou 104 viagens internacionais, visitando 129 países para
aproximar o Vaticano dos fiéis globais. Fez 3 visitas ao Brasil.
Criação da JMJ: Fundou a
Jornada Mundial da Juventude em 1985, reunindo milhões de jovens pelo mundo.
Diálogo e Perdão:
Promoveu encontros inter-religiosos históricos (como em Assis).
No dia 13 de maio 1981
foi baleado pelo turco Mehmet Ali Acga perante 10 mil fiéis na Praça São Pedro.
Posteriormente o perdoou publicamente.
Publicações Marcantes:
Promulgou o novo Catecismo da Igreja Católica (1992) e assinou 14 encíclicas.
Foi canonizado São João Paulo II em 2014.
265-Bento XVI (Joseph
Ratzinger, 19/4/2005 a 28/2/2013).
Perfil Teológico e
Doutrinário: Grande Intelectual. Considerado um dos maiores teólogos contemporâneos
da Igreja, com vasta obra acadêmica sobre fé, razão e tradição.
Defesa da Ortodoxia:
Conhecido pela postura firme na preservação dos dogmas e ensinamentos
tradicionais católicos.
Hermêutica da
Continuidade: Defendeu que o Concílio Vaticano II deveria ser interpretado em
harmonia com a tradição histórica, e não como uma ruptura.
Combate ao Relativismo:
Alertou constantemente contra a "ditadura do relativismo",
sustentando que a verdade objetiva e a fé não dependem de modismos culturais.
Principais Ações e
Decisões
Rigor Contra Abusos:
Iniciou a política de "tolerância zero" contra a pedofilia na Igreja,
punindo clérigos, destituindo bispos e reformando normas de apuração.
Reforma Financeira: Deu
os primeiros passos para moralizar as finanças do Vaticano, criando o Banco
Central e submetendo o Banco do Vaticano a regras internacionais.
Abertura Ecumênica e
Tradicionalista: Liberou a celebração da Missa Tridentina (em latim) e criou os
ordinariatos pessoais para acolher anglicanos convertidos ao catolicismo.
Encíclicas Marcantes:
Publicou documentos focado nas virtudes teologais, como Deus Caritas Est (sobre
o amor divino) e Caritas in Veritate (sobre doutrina social e economia).
Renúncia Histórica:
Tornou-se o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos (em 2013),
estabelecendo o precedente moderno para o papado emérito. Renúncia anunciada no
dia 11 de fevereiro 2013 devido à idade avançada (85 anos na época),
impedindo-o de exercer adequadamente o ministério do Papa. Passou a ser
denominado Papa Emérito Bento XVI. Viveu recluso em oração e estudo no mosteiro
Mater Ecclesiae, no Vaticano, até o seu falecimento em 31 de dezembro de 2022.
266-Francisco (Jorge
Mario Bergoglio, 13/3/2013 a 21/4/2025). Data de seu falecimento em Roma, aos
88 anos.
O primeiro pontífice
vindo da América Latina (Argentina) e o primeiro jesuíta a assumir a Cátedra de
Pedro. Principais Características:
Igreja em Saída: Foco na
evangelização voltada às periferias existenciais e geográficas, priorizando os
pobres e marginalizados.
Simplicidade e
Acolhimento: Postura pastoral caracterizada pela rejeição ao luxo, linguagem
acessível e ênfase na misericórdia e no diálogo.
Sinodalidade: Promoção de
uma Igreja mais participativa e escuta ativa de leigos e bispos de todo o
mundo.
Principais Ações e
Decisões: Cuidado com a Casa Comum: Publicação da encíclica Laudato Si' (2015),
marco socioambiental e marco na defesa do meio ambiente e justiça social.
Fraternidade Humana:
Lançamento da encíclica Fratelli Tutti (2020) e esforço contínuo no diálogo
inter-religioso, especialmente com o Islamismo.
Reformas na Cúria e
Finanças: Reestruturação da administração do Vaticano com a constituição
Praedicate Evangelium e aumento da transparência no Banco do Vaticano.
Tolerância Zero e
Proteção de Menores: Fortalecimento das punições contra abusos sexuais na
Igreja e eliminação do segredo pontifício nesses casos.
Inclusão e Diálogo
Social: Abertura para debates pastorais sobre acolhimento de divorciados e
pessoas LGBTQIA+ na comunidade católica.
267-Leão XIV (Robert
Francis Prevost, 8/5/2025 a ).
Primeiro papa nascido nos
Estados Unidos (Chicago) e também com cidadania peruana, fruto do seu trabalho
missionário. Formação Augustiniana:
Membro da Ordem de Santo Agostinho (O.S.A.), trazendo um perfil teológico
pautado pelo diálogo, busca pela verdade e vida comunitária.
Experiência na Cúria: Foi
Prefeito do Dicastério para os Bispos antes da eleição, conhecendo a fundo a
liderança global da Igreja.
Postura: Destaca-se por
uma postura moderada e conciliadora, buscando unir o clero conservador ao
legado pastoral de Francisco.
Principais Ações e
Decisões.
Primeira Encíclica:
Publicou a Magnifica humanitas (2026), focando na dignidade humana e na
caridade teológica.
Inclusão na Governança:
Nomeou lideranças leigas para altos cargos da Cúria, como na direção do
Dicastério para a Comunicação.
Manutenção da Doutrina
Social: Continua o combate às mudanças climáticas e o apoio ao diálogo
inter-religioso e à paz em áreas de conflito.
Postura Moral
Tradicional: Mantém a oposição da Igreja ao aborto, eutanásia e alterações na
doutrina sobre o diaconato feminino e ideologia de gênero.