ANOTAÇÕES LIVROS 1808-1822-1889 – LAURENTINO GOMES

LIVRO 1808

·       29/11/1807- A Família Real de Portugal: D. João VI, sua ex-esposa espanhola separados em 1805 Carlota Joaquina, sua mãe D. Maria I (a louca, por isso D. João VI era Príncipe Regente), os 2 herdeiros D. Pedro e D. Miguel, as 6 filhas e a comitiva partiram para o Brasil, fugindo da invasão de Napoleão Bonaparte. Estima-se de 10 a 15 mil pessoas total da comitiva. D. José o mais velho faleceu em 1788 com 27 anos de varíola porque a mãe D. Maria I não autorizou a vacinação do filho.

 

·       Napoleão Bonaparte em suas memórias escritas pouco antes de morrer na ilha de Santa Helena, referindo-se a D. João VI, disse: “FOI O ÚNICO QUE ME ENGANOU”.

 

·       O governador de Pernambuco enviou embarcação com frutas (caju, pitanga e outras) e suco para o navio imperial. (Livro 1808, pág 100)

 

·       22/01/1808 – Parada em Salvador. Confiança na província e para valorizar e receber apoio político e financeiro, não era mais a capital e sim Rio de Janeiro desde 1763 mas era um centro importante do comércio e das decisões da colônia. (Livro 1808, pág 99)

 

·       28/01/1808 – D. João VI assinou em Salvador seu mais famoso ato no Brasil: abertura dos portos ao comércio das nações amigas, autorizando a importação de produtos. Também aprovou a 1ª. Escola de Medicina no Brasil, fábricas de vidro, pólvora, cultura e moagem de trigo, abrir estradas...

 

·       26/02/1808 – Embarcaram para o Rio de Janeiro chegando em 07/03/1808.

·       Praia do sapateiro, atual praia do Flamengo.

·       Rua direita, atual Primeiro de Março.

·       Barbearias tinha 3 funções: barbeiro, dentista e cirurgião ???

·       1815 – Reino Unido Brasil, Portugal e Algarves. Rio sede oficial.

·       1816 – D. João VI de Principe Regente a Rei (morte da mãe, D. Maria I).

 

·       D. João VI viveu 13 anos no Brasil até 1808-1821, porém em 1810 já poderia ter voltado a Portugal pois já não tinha ameaça do Napoleão Bonaparte. Morreu em 1826 com 59 anos.

·       Carlota Joaquina, ex de D. João, filha do rei Carlos IV da Espanha, casou com D. João por procuração com 10 anos e ele com 17 anos. Tentou aclamar D. Miguel como regente, em detrimento de Isabel Maria.

·       Consumou o casamento 5 anos depois e tiveram 9 filhos (Maria Tereza, Antônio, Maria Isabel, Pedro (Pedro I imperador do Brasil e depois rei Pedro IV de Portugal, Maria Francisca, Isabel Maria, que foi regente de Portugal 1826-28, Miguel, rei de 1828-34 perdeu o trono para o irmão Pedro que havia abdicado ao império Brasil, Maria Assunção e Ana de Jesus Maria).

 

·       Major Miguel Nunes Vidigal (agente do Intendente Paulo Fernandes Viana). Vidigal era implacável com os malfeitores. Ganhou um terreno ao pé do Morro Dois Irmãos que depois foi invadido por barracos – atual favela do Vidigal.

·       Rua do Valongo (rua do “comércio” de escravos), atual Rua Camerino em direção a Praça Mauá. No Rio, valongo era o local onde se vendiam escravos durante o período da escravidão. Era o nome de uma enseada e da região que a rodeava. Com o passar do tempo, a enseada foi aterrada e o nome desapareceu, mas ainda é usado no Jardim Suspenso do Valongo, no Observatório do Valongo e no Cais do Valongo. O Cais do Valongo foi o maior porto receptor de escravos do mundo, com cerca de um milhão de africanos escravizados passando por ele em cerca de 40 anos. Em 2017, o Cais do Valongo foi tombado pela UNESCO como patrimônio mundial. Valongo é também o nome de uma cidade portuguesa, localizada na região do Norte, no distrito do Porto.

 

·       Quilombos: da Tijuca, Santa Tereza, Niterói, Lagoa Rodrigo de Freitas que viviam os escravos alforriados e outros fugitivos. Capitão do mato era o capturador de escravos fugitivos.

·       Alforria: poderia adquirir comprada pelo próprio escravo, pela família, entidade, benevolência às vezes quando o dono morria, que encontrava uma pedra valiosa...

 

·       Alguns padres pernambucanos carregavam no cavalo um altar portátil e objetos para celebrar Missa.

·       Antônio Gonçalves da Cruz, o Cabugá, agente de uma conspiração em Pernambuco em 1817.

·       Em 1817 casamento de Pedro I com Leopoldina.

·       D. João VI queria que seu filho Pedro I retornasse a Portugal. Pedro não quis: amigos, Leopoldina grávida...

·       D. João VI levou todo o dinheiro do Banco do Brasil, pedras...

·       Napoleão Bonaparte faleceu em 5/5/1820 quando D. João VI voltava a Portugal.

·       O Novo Brasil – visto de forma positiva o período de D. João VI para manter as províncias unidas, criando um Brasil do jeito atual. Caso contrário, seria dividido pelas revoluções internas.

·       Princesa Isabel (bisneta de D. João VI). Filha de D. Pedro II e Tereza Cristina. Os 2 filhos de D. Pedro II, Afonso Pedro e Pedro Afonso faleceram na infância.

 

LIVRO 1822

·       Ainda em 1787 José Joaquim da Maia, o Vendek, estudante pediu ajuda a Thomas Jefferson para fazer uma revolução no Brasil. Ele negou. (Livro 1822, pág 50)

·        

·       José Bonifácio de Andrada e Silva – Projeto de país independente. (Livro 1822, pág 24). Nasceu em 1763 em Santos. Estudou na Universidade de Coimbra (Direito, Filosofia, Matemática) e Química e Mineralogia em outros países. (Livro 1822, pág 145). Esteve no Ministério de D. Pedro I de Jan 1822 a Jul 1823. Foi demitido devido rigor no tratamento com adversários políticos e defender o fim do tráfico negreiro e abolição gradual da escravidão. Realizou muita coisa em pouco tempo. Deve-se a ele e a Princesa Leopoldina a Independência do Brasil. Em homenagem a ele, o cientista norte americano Dana, batizou a descoberta de uma rocha com o nome de andradita. De 1823 a 1831 exílio na Europa, após a dissolução da 1ª. Constituinte e os Andradas deportados. Voltou com a função de tutor dos filhos de D. Pedro I quando este foi para Portugal. Foi preso por conspiração por trazer D. Pedro I de volta. Absolvido depois de 2 anos, morreu em 1838, em Niterói onde se recolheu desiludido com a política.

·       1834 – Exílio voluntário na Ilha de Paquetá, esquecido e magoado com os rumos da política.

·       Frei Caneca, líder em Pernambuco projeto de um país republicano e federalista como EUA. Fuzilado no Morro do Forte das Cinco Pontas, Recife.

·       Dom João VI em Portugal - decisões contrárias aos interesses do Brasil. Morreu em 1826.

·       Correspondência ao D. Pedro I que estava na Colina do Ipiranga – Princesa Leopoldina recomendava ao marido que ouvisse os conselhos de Bonifácio. Estava vindo 7100 soldados de Portugal tentariam atracar no Rio e esmagar os partidários da independência. (Livro 1822, pág 34)

·       Duas opções para D. Pedro I: partir para Portugal e ser prisioneiro da corte que D. João VI já era ou proclamar a independência.

·       Carta também de Bonifácio e do Consul Britânico no RJ.

·       Analisava a situação política e se falava em Lisboa em afastar D. Pedro I.

·       Leopoldina concluiu: “Senhor, o pomo está maduro, colhe-o já”. (Livro 1822, pág 35)

·       D. Pedro I proclamou a independência e retirou do chapéu o laço azul e branco (Portugal) e disse: Nossas cores são agora verde e amarelo. (Livro 1822, pág 38).  (Verde = Casa dos Bragança de D. Pedro I e amarelo = casa Real dos Habsburgos de Leopoldina, dinastia austríaca dos Habsburgos).

·       A intenção de Portugal era fragmentar o território brasileiro e as províncias obedecendo a Portugal, anulando o poder de D. Pedro I. (Livro 1822, pág 88)

 

·       No RJ o centro da conspiração era a cela do Convento Santo Antônio, frei Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, maçon, autor da representação de 8000 assinaturas pedindo a D. Pedro I que ficasse. 9 de Janeiro 1822 – Dia do Fico. (Livro 1822, pág 91)

 

·       16 de Janeiro 1822: D. Pedro I organizou o governo no Brasil – líder José Bonifácio. (Livro 1822, pág 94)

 

·       25 de Março 1822: D. Pedro I sai do RJ para MG devido notícias de rebelião para separar do Brasil. (Livro 1822, pág 97)

D. Pedro I abdicou e saiu do Brasil sem despedir devido tumultos. Deixou Pedro II (4 anos), Januária (9), Paula Mariana (8), Francisca (6) em 7 Abril 1831 deixando José Bonifácio como tutor dos filhos.

 

·       D. Pedro I morreu com 35 anos. Nasceu em 12 Outubro 1798 e morreu em 24 Setembro 1834 de tuberculose. Nasceu e morreu no Palácio de Queluz, próximo a Lisboa. Na Independência estava com 23 anos. Abdicou da Coroa Portuguesa em 1826 e a Brasileira em 1831.

·       O coração de D. Pedro I está na Igreja da Lapa em Porto. (Livro 1822, pág 324)

·       Em 1832 em guerra com seu irmão D. Miguel na cidade de Porto que havia roubado o trono. (Livro 1822, pág 305)

 

·       D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I, morreu com 29 anos triste e pobre. Ajudava muito os pobres escravos. Na sua morte eles lamentavam aos gritos: nossa mãe morreu, o que será de nós?

 

·       Em 1841 seu filho D. Pedro II assume o trono com 14 anos até 1889. Viveu 66 anos (1825-1891).  (Livro 1822, pág 289)

 

·       “Guerra” entre portugueses e brasileiros por uns 21 meses. Muitos acrescentaram no nome, nomes de animais...Pará e Maranhão ignoraram o Grito da Independência e declararam apoio a corte de Lisboa. Também Piauí e Alagoas. Rio G. Norte, Ceará e Pernambuco relutaram, mas aceitaram. A decisão foi na Bahia, posição estratégica dos portugueses. (Livro 1822, pág 157)

 

·       Pernambuco perdeu território devido rebeliões contra os reis de D. João VI e D. Pedro I. (Livro 1822, pág 221)

 

·       Bahia comemora expulsão dos portugueses em 2 de Julho (1823) e não 7 de Setembro. Durou 1 ano e 5 meses as lutas. Bahia, 3ª. Província em população depois de MG e RJ. Tinha indústria naval, exportação de açúcar, algodão, tabaco e mais o tráfico negreiro. Aeroporto de Salvador chamava 2 de Julho, mudou para  Deputado Eduardo Magalhães político falecido em 1998. (Livro 1822, pág 191)

 

·       Maria Quitéria de Jesus Medeiros – como não era aceita mulheres nos batalhões, ela cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiu-se de homem e incorporou como soldado Medeiros. (Livro 1822, pág 201)

 

·       25 de março de 1824, D. Pedro I promulgou a Constituinte considerada avançada. Liberdade de culto e da imprensa e opinião. Ninguém poderia ser preso sem inquérito policial. Só podiam votar e candidatar do sexo masculino “ativos” (tivesse propriedade e renda). O imperador moderador. (Livro 1822, pág 214)

 

·       Campo de Santana é a atual Praça da República e Paço Imperial, atual Praça XV no RJ. (Livro 1822, pág 205)

 

·       Um costume herdado de Portugal de colocar às escondidas e a noite, uma guirlanda de pequenos chifres pendurada na porta de um corno. A vítima era chamada de corno manso. (Livro 1822, pág 260)

 

·       Em SP a antiga Rua do Ouvidor é atual José Bonifácio.

 

LIVRO 1889

·       “A intervenção militar na política e na sociedade é sinal de fraqueza tanto do Estado como da sociedade” (Frank D. McCann, autor de Soldados da Pátria – estudo do exército brasileiro). Livro 1889 pág 23

·       Advogado Silva Jardim que foi favorável a República, inclusive a execução da Família Imperial caso resistisse. Foi o que mais empenhou na propaganda republicana, fez conferências, fundou clubes e jornais favoráveis, não foi avisado da movimentação e perdeu a chance de testemunhar o momento mais crucial da Proclamação da República. Por esta razão tornou-se amargurado. Dois anos mais tarde, em viagem ao sul da Itália, sofreria uma morte épica, tragado pela cratera do vulcão Vesúvio, em Pompéia. Seu corpo jamais foi recuperado. Livro 1889 pág 55.

·       Quintino Bocaiuva, jornalista, era moderado, esperava a morte do já idoso Pedro II. Livro 1889 pág 147

·       Benjamin Constant, professor e Tem. Coronel, defendia que a Família Imperial deveria ser tratada com respeito. Livro 1889 pág 148.

·       Campos Salles, deveria ser pelas urnas.

·       Júlio Prates de Castilhos, gaúcho, o paraense Lauro Sodré, como o Silva jardim eram revolucuionários.

·       O barco inglês, a vapor, chamava-se “Packet Boats”. Foi traduzido como “paquete”. E como a viagem do Rio de Janeiro a Liverpool, Inglaterra, era de 28 dias, o carioca associou o nome ao ciclo menstrual. Livro 1889 pág 69.

·       Primeiros 200 anos a economia era a cana de açúcar no Nordeste, depois ouro e diamante em MG. Depois Francisco de Melo Palheta, sargento do Pará, trouxe muda de café de Caiena, Guiana Francesa, para Belém e depois para Vale do Paraíba RJ/SP. Livro 1889 pág 78

·       Com a proibição do tráfico de escravos, trouxeram imigrantes europeus para trabalharem como assalariados. Livro 1889 pág 79

·       Nos EUA havia doação de terra a quem quisesse instalar. No Brasil, as terras públicas seriam vendidas à vista e a preço alto, impossibilitando a aquisição pelos colonos. Livro 1889 pág 80.

·       Teófilo Otoni, revolucionário de MG foi derrotado por Caxias, na batalha de Santa Luzia em MG. Livro 1889 pág 89.

·       O projeto de antecipação da maioridade de Pedro II foi derrotado pela Câmara e Senado. Os chefes liberais levaram a questão para as ruas com a propaganda: “Queremos Pedro II, embora não tenha idade; A nação dispensa a Lei, e viva a maioridade.” No dia 22 julho 1840, com 14 anos, levaram o manifesto a Pedro II e pediram para ele declarar que queria. Foi o Golpe da Maioridade. Governou por 49 anos. Livro 1889 pág 90.

·       D. Pedro I e II tinha crise de epilepsia.

·       D. Pedro II teve 2 filhos que morreram antes de 2 anos e depois 2 filhas, Isabel, herdeira do trono e futura regente do Império e Leopoldina Tereza. Livro 1889 pág 120.

·       Em 1870 foi criado um Clube Republicano, RJ, faziam parte: Quintino Bocaiuva, Aristides Lobo, Cristiano Otoni... Livro 1889 pág 152

·       Jornal Republicano: O Jequitinhonha de Diamantina...

·       Em Itu, SP, berço mais organizado do movimento republicano, foi criado o Partido Republicano Paulista (PRP). Participação de Campos Salles, Prudente de Morais, futuros presidentes. Livro 1889 pág 152

·       Criado o jornal “Província de SP” em 1874. Mais tarde rebatizado como “Estado de SP”. Diretores e sócios principais: Francisco Rangel Pestana e Américo Basílio de Campos. Livro 1889 pág 158.

·       Marechal Deodoro não era Republicano.

·       Benjamim Constant, mentor da Proclamação da República. Teve uma moção apresentada pelo Senador Quintino Bocaiuva. Livro 1889 pág 202 e 345

·       Joaquim Nabuco e José do Patrocinio fundadores da Sociedade Brasileira contra a Escravidão. Livro 1889 pág 216

·       Outros abolicionistas: Luis Gama, Eusébio de Queiroz (Lei do Ventre Livre), Antônio Bento, o jangadeiro Francisco José do Nascimento negou transportar escravos de Fortaleza para Vale do Paraíba. Conhecido com Chico da Matilde, foi chamado de Dragão do Mar. Livro 1889 pág 222

·       Machado de Assis um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.  Livro 1889 pág 216

·       Lei dos Sexagenários, em 1885, libertar escravos acima de 60 anos. Poucos chegavam a esta idade e quando chegavam eram abandonados. Livro 1889 pág 223.

·       13 de Maio 1888 a Princesa Isabel, regente, assinou a Lei Áurea, “abolindo” a escravidão no Brasil. D. Pedro II em tratamento na Europa, gostou da medida. Livro 1889 pág 254.

·       Baile da Ilha Fiscal em 9 novembro 1889. Livro 1889 pág 271

·       Restos mortais de Pedro II e Imperatriz Tereza Cristina foram trazidos para a Catedral de Petrópolis. Livro 1889 pág 301.

·       24 de fev 1891 - 1ª. Constituição República Federativa: 20 estados e Distrito Federal (RJ). Livro 1889 pág 327

·       Voto feminino só em 1932.

·       João Batista Vianna Drummond, Barão de Drummond, mineiro de Itabira. Dono de bancos e empresas. Criou o bairro Vila Isabel e inventou o jogo do bicho com o objetivo de financiar o Jardim Zoológico de Vila Isabel. Hoje ainda tem descendentes dele no jogo do bicho. Livro 1889 pág 338.

·       23/11/1891 – velho e enfermo, Deodoro da Fonseca renunciou. Assumiu o vice Floriano Peixoto, o marechal de ferro. Livro 1889 pág 345.

·       Revolução Federalista de 1893 a 1895 no Rio Grande do Sul: Legalistas ou Pica-paus contra rebeldes (maragatos). Livro 1889 pág 358

·       Desterro, capital de Santa Catarina. Coronel Moreira Cesar, florianista, promoveu banho de sangue fuzilando 150 revoltosos. Para humilhação dos Catarinenses a capital foi rebatizada de Florianópolis. Livro 1889 pág 360.

·       Prudente de Morais, 1º. Presidente civil eleito, ganhou de Afonso Pena. Livro 1889 pág 371.

·       O caos dos primeiros anos da República fez crescer entre a elite civil a constatação de que era preciso afastar os militares da política o mais rapidamente possível.

·       "O militarismo, governo da espada pela espada, arruína as instituições militares", escreveria o baiano Rui Barbosa. "O militarismo está para o Exército como o fanatismo para a religião, como o charlatanismo para a ciência, como o industrialismo para a indústria, como o mercantilismo para o comércio, como o cesarismo para a realeza, como o demagogismo para a democracia, como o absolutismo para a ordem, como o egoísmo para o eu." Livro 1889 pág 373

·       Floriano Peixoto morreu no dia 29 de junho de 1895, deixando um texto que hoje é considerado o seu testamento:

·       “A vós, que sois moços e trazeis vivo e ardente no coração o amor da pátria e da república, a vós corre o dever de ampará-la e defendê-la dos ataques insidiosos dos inimigos. Diz-se e repete-se que ela está consolidada e não corre perigo. Não vos fieis nisso, nem vos deixeis apanhar de surpresa. O fermento da restauração agita-se em uma ação lenta, mas contínua e surda. Alerta, pois!”  Livro 1889 pág 375

·       1898 – Prudente de Morais terminou seu governo passando para Campos Salles. Livro 1889 pág 378

·       1984 – Diretas Já.  Livro 1889 pág 380.